domingo, 12 de abril de 2020

Prefeito Cid Vieira


Prefeito Cid Vieira



 Cid Vieira nasceu a 05 de abril de 1.890, na região de Córrego Alegre, próximo ao atual município de Rodeiro, à época pertencente à cidade de Ubá.
Seus pais, José Augusto Vieira e Cecília Vieira Oliveira, mudaram-se para o então SAPÉ DE UBÁ, hoje GUIDOVAL, em 09 de setembro de 1.929, com o objetivo de aprimorar os estudos de seus filhos e ampliar o comércio de sua firma, de FUMO de CORDA.
Cid Vieira deu prosseguimento ao negócio de seu pai, tornando-se um respeitável comerciante de fumo, com clientes nos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
Em 1.943, o Distrito de SAPÉ, teve seu nome modificado para GUIDOVAL, em homenagem ao seu fundador,Guido Thomaz Marlière, ganhando em 1.948, a sua Autonomia Administrativa.
O Prefeito Cid Vieira, foi eleito para o Cargo de Juiz de Paz do Distrito de SAPÉ em 1.947, quando houve eleições também para Governadores, Prefeitos e Vereadores.
Com o advento da Lei Nº 336, que emancipou o Distrito de Guidoval, coube ao Sr. Cid Vieira, como Juiz de Paz, a responsabilidade de presidir a sessão e pronunciar o termo de instalação do município, cujo teor é o seguinte :

    " Em virtude dos poderes que me foram outorgados, declaro instalado o Município de Guidoval com jurisprudência sobre as circunscrições que têm por sede esta localidade que ora recebe os direitos de CIDADE, com competência e atribuições que a LEI confere e determina".
O Governador Milton Campos, nomeou o Sr. José Vilela, para desempenhar o Cargo de Intendente, com o ojbetivo de organizar a Prefeitura até que fosse realizada a Eleição Municipal.
Na apuração da eleição realizada no município de Guidoval a 06 de março de 1.949, o Sr. Cid Vieira foi eleito o Primeiro Prefeito da cidade de Guidoval, tendo obtido 953 votos do total de 1.690 votos válidos apurados.
A Prefeitura localizava-se num antigo sobrado ao lado da Igreja Matriz de SANTANA.
O Sr. Cid Vieira casou-se com Conceição Fróes Vieira.
Desta união nasceram :

    José Vieira, Pedro Vieira, Paulo Vieira, Cecília Vieira, Conceição Vieira, Lídia Vieira, Dalva Vieira, Maria da Glória Vieira, Vésper Vieira, Marta Vieira, João Batista Vieira e Cid Vieira Filho.
Vários de seus filhos e filhas especializaram-se na Arte de Educar, tornando-se professores de algumas gerações de Guidovalenses. Faleceu aos 85 anos, em 11 de novembro de 1.975, deixando uma descendência, motivo de orgulho de qualquer cidadão guidovalense, tendo, entre filhos e netos; médicos, odontólogos, engenheiros, professores, profissionais liberais, comerciantes, empresários, que dão seguimento a sua obra de realizações e conquistas.
O atual Prefeito Municipal Mateus de Freitas Vieira é neto do Sr. Cid Vieira. 

Principais Realizações Durante a Administração Pública
O mandato do Prefeito Cid Vieira, durou apenas 2 anos, e mesmo com as dificuldades da época, como a falta de meios de comunicação, transportes e verbas, de um município recém instalado, construiu pontes, estradas e escolas, durante a sua gestão com prefeito.
Foi um mandato muito pacífico, mesmo com a rivalidade entre o Partido Republicano Mineiro (PRM) e o Partido Socialista Democrático (PSD).
Após dois anos de governo, passou o cargo para o então Vice-Prefeito, o fazendeiro Dilermando Teixeira Magalhães. 
(escrito em março de 1.999) 


Um comentário:

Plinio Augusto disse...

O bom de ter completado 80 anos, é que eu estive lá e ainda estou aqui. Me lembro bem desta data em que o Distrito de Sapé de Ubá passou a Guidoval e se tornou cidade. Me lembro do Intendente que havia chegado para orientar a instalação da primeira Prefeitura. Do Seu Cid Vieira tenho muitas e boas lembranças, desde a infância, adolescência e mesmo depois de concluído o Curso Universitário.Um dos seus filhos, o Paulo Vieira, era meu padrinho de crisma. Na sequência da prefeitura, quando passou o mandato para o vice-prefeito Seu Dilermando Magalhães, me lembro do arrebentamento das pedras do Morro do Trajano. Uma operação trabalhosa e perigosa para a vizinhança. Me lembro de um dos trabalhadores, não sei se o nome ou apelido de Bispo, segurando na vertical uma sonda de aço, enquanto outro trabalhador aplicava no topo desta as marretadas com vistas à perfuração da pedra, até grande profundidade. Completada essa operação, introduzia-se no buraco as bananas de dinamite. Recobria-se a superfície local com dezenas de pneus amarrados entre si, para em seguida produzir a detonação, assistida à distância por todos nós curiosos. Não me lembro de ter ouvido falar de nenhum dano causado às moradias adjacentes por essas explosões. Além de necessárias, essas explosões também eram a alegria da meninada, que atenta, assistia a tudo bem à distância. Hoje, a grande maioria dos habitantes que sobe aquela pequena ladeira, circundada pelas casas dos descendentes do Seu Otaciano da Costa Barros, também ex-prefeito de Guidoval, da D. Carmem Cattete, do prédio da farmácia da D. Nininha e Seu Trajano, não sabem e nem imaginam o quanto foi trabalhoso e perigoso o seu nivelamento. Saudosas memórias ...