domingo, 5 de março de 2017

Renato Moreira da Silva (Renatinho - Delegado) - 81 anos



A primeira vez que ouvi o poemaCântigo Negro” de José Régio foi pela voz e interpretação do Renatinho. O poema, com rebeldia, começa assim:

"Vem por aqui"
- dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

Para lê-lo, na íntegra, é só acessar o link:

Está fazendo um ano que postei neste Blog uma saudação ao grande amigo Renatinho por ocasião dos seus oitentas anos.

Para ler todo o post , acessar o link:

A melhor homenagem que presto ao Renatinho é a minha amizade e admiração.

Dez anos, atrás, em 19/0/2007, gravei uma entrevista com Renatinho, uma fonte essencial para subsidiar informações sobre o livro que estou escrevendo sobre a história de Guidoval.

Foram mais de 2 horas de prosa. Não dá para colocar todo este material na internet, no YouTube. Assim separei três pequenos trechos da entrevista que se pode ver no vídeo abaixo:

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

CHACAL (Murilo Chafy Hallak)



CHACAL (Murilo Chafy Hallak)

Cheguei a São João Del Rei em 15 de agosto de 1972 para trabalhar na CEMIG.

Eu que era o primogênito da minha Família, encontrei na empresa um irmão mais velho, o meu professor e Mestre, o amigo BOLÃO, o apelido de Maurílio de Caxias Chaffy Hallak.
Através do BOLÃO conheci o seu irmão CHACAL. Poeta e Compositor. Não tenho medo de afirmar que é o maior compositor popular da cidade onde nasceram os libertários Tiradentes e Tancredo Neves. Que me perdoem o Agostinho França, Roberto e Ginego.
Tive a felicidade de ser parceiro do CHACAL na música “Quiumbandão”, tema enredo da “Escola de Samba Falem de Mim” no carnaval de 1975. Neste ano ela terminou empatada com a insuperável “Qualquer Nome Serve” comandada pelo dramaturgo, ator, escritor, médico e Professor Jota Dangelo. Um feito, uma façanha.
Ainda com CHACAL fiz o samba “Rio de Debret” para a “Depois eu Digo”, mas ele não classificou para representar a Escola na avenida.
Acompanhei o nascimento de algumas de suas canções do Chacal como a que ele dedicou à esposa Marta e a primeira filha Marluana.
Trabalhei na CEMIG em São João Del Rei de 1972 a 1975. Depois quando me mudei, sempre retornava à cidade, ficava hospedado no casarão do Sô Chaffy.
Quando faleceu a Dona Lucy, mãe do Chacal, fui solidário a sua dor. Ele pediu-me para acompanhá-lo ao violão. Queria cantar, no velório, as suas músicas para a sua fã número um, Dona Lucy. Convenci-lhe que as pessoas não entenderiam este nosso gesto. Sua mãe entenderia a mensagem, mas o povo, não. E junto com amigos comuns, convencemos ao Chacal a ir desabafar em outro local.
Com o violão, uma garrafa de cachaça e muita dor, fomos fazer a nossa cantoria nas escadarias da Igreja Nossa Senhora das Mercês.
Muito tempo depois visitando o Chacal fiz um “pout-pourri” costurando algumas de suas canções com uns trôpegos versos-e-sons de minha autoria.
Nesta ocasião, eu e minha esposa Lourdes, recebemos a doce hospitalidade da Marta. Cantamos, bebemos, relembramos velhas histórias.
A "Banda Bandalheira" que desfila todos os anos no sábado anterior ao do carnaval, este ano prestou-lhe uma merecida homenagem desfilando com o tema "CHACAL VIVE".
Fiquei sabendo do evento pelo facebook e impossibilitado de comparecer à homenagem recorri ao Pedro Parente e às filhas do Chacal para conseguir uma camisa. Imediatamente a Marluana prontificou-se a atender o meu pedido, poupando o Pedrão da tarefa de me arrumar uma camisa.
Já estou de posse da camisa. Chegou no dia 22. Ontem, 23/02/2017, cinco anos após o falecimento do Chacal, bebi uma dose de cachaça da “Velha Aroeira”, fiz uma gravação caseira cantando o velho “pout-pourri” e postei o vídeo no YouTube.
Agora, além de carregar o Chacal, na memória, no coração, também vestirei a sua camisa.
Obrigado Marta, Marluana, Marlimara, Maraline, Marcilene, Ângela e Aila! Pelo carinho e consideração. E Bênçãos Divinas para a alma do Chacal.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Entrevista com o Professor de História Guilherme Ubaldo Barbosa



Na Trilha da História destaca a Revolução Industrial

            Entrevista com o Professor de História Guilherme Ubaldo Barbosa filho da Dra. Mariangela Ubaldo Barbosa e do nosso conterrâneo Professor Antônio José Barbosa.
Tem a duração de 53 minutos e 38 segundos. Uma bela aula de história acompanhada de uma belíssima trilha sonora.


A Inglaterra é o berço dessa industrialização, que teve início entre 1760 e 1780

O foco do Na Trilha da História desta semana é a Revolução Industrial, que marca a chegada das máquinas, dos produtos feitos em escala e de uma nova classe trabalhadora: os operários das fábricas. A Inglaterra é o berço dessa industrialização, que teve início entre 1760 e 1780. O entrevistado é o historiador e mestre em História Social pela Universidade de Brasília (UnB), Guilherme Barbosa.

"A Revolução Industrial foi, sem dúvida, a mais importante transformação que o mundo da transição da Idade Moderna para Idade Contemporânea experimentou. Eu costumo dizer para os meus alunos que a Revolução Industrial tem um impacto tão marcante que talvez só se compare a descoberta do fogo e do anticoncepcional", diz Guilherme.

Trilha Sonora
Como a Revolução Industrial teve origem na Inglaterra, o programa traz músicas de bandas britânicas com letras relacionadas a trabalho e a dinheiro. Confira a lista: "Money" (composição de Roger Waters e interpretação da banda Pink Floyd); "Money / That's what I want" (composição de Berry Gordy e Janie Bradford e interpretação da banda The Beatles); "Under pressure" (composição de David Bowie e
banda Queen); "Working Class Hero" (composição e interpreção de John Lennon); e "Revolution" (composição Ian Astbury e Billy Duffy, interpretação da banda The Cult).

Confira aqui os horários do programa completo
Sábado, 16h: Rádio Nacional FM Brasília 96,1 MHz
Domingo, 23h: Rádio Nacional AM Brasília 980 KHz (em rede com a Rádio Nacional da Amazônia 11.780KHz e 6.180KHz)
Sábado, 7h e Domingo, 6h: Rádio Nacional do Rio de Janeiro 1.130KHz
Sábado, 17h: Rádio MEC AM do Rio de Janeiro 800KHZ

O Na Trilha da História é apresentado pela
jornalista Isabela Azevedo. Sugestões para o programa podem ser enviadas para culturaearte@ebc.com.br.

Entrevista com a Dra. Milena Ribeiral

Entrevista com Dra. Milena Ribeiral Matos, filha dos conterrâneos Olga Magalhães Ribeiral Matos e José Maria de Matos.
Ela é medica com especialização em ONCOLOGIA.
Parabéns pela lucidez Dra. Milena. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Bendita Marvada



Bendita Marvada

"Bendita Marvada" é uma série documental, criada e produzida para televisão brasileira, que conta a história da cachaça, uma bebida genuinamente brasileira.

Primeiro Episódio (O Primeiro Copo):

Bendita Marvada é uma série documental, criada e produzida para televisão brasileira, que conta a história da cachaça, uma bebida genuinamente brasileira.
(exibido no Canal Mais GloboSat em 26/08/2016)

Segundo Episódio (Mulé Bendita x Mulé Marvada):

Arthur Veríssimo vai conhecer mulheres que bebem cachaça e também são especialistas no assunto. Em visita a Paraty, mostra como é feita a cachaça Maria Izabel, que tem alma feminina.
(exibido no Canal Mais Globosat em 02/09/2016)

Terceiro Episódio (I Love Cachaça):

Quem nunca viu um gringo apaixonado por cachaça não vive no Brasil. Arthur Veríssimo mostra que a bebida mais brasileira de todas, também tem sotaque internacional.
(exibido no Canal Mais Globosat em 09/09/2016)

Quarto Episódio (Em Família):

O país está cheio de alambiques familiares e Arthur Veríssimo vai visitar alguns para tentar entender o que acontece quando a cachaça vira negócio de família.
(exibido no Canal Mais Globosat em 16/09/2016)

Quinto Episódio (I Love Cachaça):

Para se fazer a Bendita Marvada é preciso dedicação e muito trabalho. Por isso, Arthur vai conhecer os trabalhadores que transformam a cana em pinga e o que fazem para ela chegar até a sua mesa.
(exibido no Canal Mais Globosat em 23/09/2016)


Sexto Episódio (Cultivada Para Dourar):

Um episódio dedicado ao lugar onde a cachaça é mais produzida no país: Minas Gerais. O “jeitin minerin” da aguardente mineira traz diferenças históricas e no feitio, com o uso de diferentes madeiras.
(exibido no Canal Mais Globosat em 30/09/2016)

Sétimo Episódio (O Malandro Mudou):

Arthur vai mostrar que o malandro foi a alma da cachaça por muito tempo, mas... ele não é mais o mesmo. Agora, é a boemia que cumpre esse papel e os boêmios estão nas ruas e bares de todo Brasil.
(exibido no Canal Mais Globosat em 07/10/2016)

Oitavo Episódio (Em Direção À Elite):

Bendita Marvada mostra a transformação da vida social da cachaça. Se um dia a bebida foi rechaçada, hoje representa muito bem a alta sociedade.
(exibido no Canal Mais Globosat em 14/10/2016)

Nono Episódio (Música Cachaceira):

Do brega, passando pelo forró, sertanejo e chegando até na bossa nova, a cachaça também foi representada pela música. Bendita Marvada vai mostrar o lado musical da bebida.
(exibido no Canal Mais Globosat em 21/10/2016)

Décimo Episódio (Água Que Arde):

Aguardente é quente. Arde, tempera e chacoalha. Bendita Marvada vai mostrar que a cachaça já está na noite brasileira. Afinal, a pinga é jovem, estilosa e está nos lugares mais descolados do país.
(exibido no Canal Mais Globosat em 28/10/2016)

Décimo Primeiro Episódio (Do Fundo Do Poço Ao Topo):

Nesse episódio Arthur mostra como muitas cachaças passaram do artesanal para o mundo tecnológico, não apenas na produção, mas também nas mídias e diferentes formas de abordagem do mercado.
(exibido no Canal Mais Globosat em 04/11/2016)

Décimo Segundo Episódio (Na Boca do Povo):

A cachaça já entrou na cozinha dos grandes chefs brasileiros. Harmonização, uso no preparo de pratos imponentes e o prazer de beber. Arthur mostra que a Bendita Marvada já está na alta gastronomia.
(exibido no Canal Mais Globosat em 11/11/2016)

Décimo Terceiro Episódio (A Cachaça tem sabor):

Nesse episódio, Bendita Marvada mostra que, no avanço da cultura cachaceira, as pingas de todo o país ganharam novos sabores e comprova que a cachaça tem assinatura e sabor bem brasileiros.
(exibido no Canal Mais Globosat em 18/11/2016)