quinta-feira, 13 de junho de 2019

Aula do Justiça e jurista Edilson Mougenot


Jurista dá aula de direito e responde: Moro e Dallagnol poderiam conversar no curso da Lava Jato? 
 
O procurador de Justiça e jurista Edilson Mougenot é extremamente respeitado mundialmente por seus elevados conhecimentos jurídicos, por sua extraordinária oratória e extrema coerência.
Ganhou fama há cerca de 20 anos, quando era ainda um mero promotor e deparou-se com a responsabilidade de promover a acusação de Francisco de Assis Pereira, o “Maníaco do Parque”. Sua brilhante atuação não permitiu que aquele sujeito fosse considerado um doente mental. Conseguiu demonstrar que ele tinha absoluta consciência de suas atitudes criminosas, impondo-lhe assim uma severa condenação.
Bem diferente do que vemos atualmente com um outro criminoso, aquele que usando de estratégia e habilidade atentou contra a vida do atual Presidente da República.
Apolítico, apartidário e extremamente técnico, Mougenot dá uma verdadeira aula para quem realmente quer aprender e entender o que atualmente ocorre no país envolvendo a Operação Lava Jato, o ex-juiz Sérgio Moro, o Procurador da República Deltan Dallagnol e um criminoso americano travestido de jornalista.
E Mougenot, com dados técnicos, responde a pergunta que não quer calar:


Moro e Dallagnol poderiam conversar no curso da Lava Jato?


segunda-feira, 10 de junho de 2019

CD "Gente & Terras Geraes" no Spotify

CD "Gente & Terras Geraes" no Spotify 
 

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Vista de Guidoval - 360°

Vista de Guidoval 360°    

Filmagem feita por Silvio Bousada e postada na sua página no Facebook (Guidoval 360)

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Sonho Feliz (08 - Causos do Sapé)

Sonho Feliz (08 - Causos do Sapé)

Zé Fenderracha nasceu para servir. Viveu mais de 86 anos, carregando água potável para as famílias guidovalenses. Às vezes, em troca de um muito obrigado, às vezes por um prato de bóia, na maioria das vezes a troco de nada.

Tocava Bumbo ou Prato nas corporações musicais. Suspirava em sua doce flauta, melodias para virgens moiçolas ou floreava bemóis sufocados por estridentes sustenidos de pistons em noites carnavalescas.

A vida nunca lhe reservou os primeiros lugares, o proscênio; percorreu-a pelas margens, com decência, com altivez, sem soberba.

Meu pai, minha mãe, minha família sempre o trataram com dignidade. O parentesco existente devia-se a minha saudosa vó-madrasta, Jandira.

Tive o privilégio de algumas confidências e torno-me um inconfidente de um de seus inúmeros sonhos:

" Caminhava sobre o parapeito da ponte, sobre o Chopotó, quando desequilibrou e caiu. Na queda foi colhido por um barco repleto de mocinhas de 15 a 18 anos. "

Encerrou a sua narrativa dizendo-me :
- Sou feliz até nos sonhos.

Quem sou eu, pobre mortal; para duvidar dos sonhos dos puros. Que Deus o tenha.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Tributo: é melhor doar do que pagar (publicado no JORNAL DE GUIDOVAL em novembro de 2007)


Tributo: é melhor doar do que pagar
(publicado no JORNAL DE GUIDOVAL em novembro de 2007)
        
 Pagar IMPOSTO é uma praga, castigo. Está no Aurélio, o dicionário: “feito aceitar ou realizar à força”, e ainda; “tributo exigido, independentemente da prestação de serviços específicos, ao contribuinte”. É o que os governos fazem. Cobram, fiscalizam, recebem, mas pouco, ou quase nada, retribuem ao cidadão.
         Pagamos impostos como se morássemos na Noruega e recebemos em troca obras e serviços como se fôssemos o Reino do Butão, um pobre país da Ásia. Nem pretendo fazer neologismo.
         E os governos são pródigos e criativos quanto a criar impostos, tributos, taxas, serviços, tarifas, contribuições, algumas provisórias que se transformam em definitivas. Temos aí a famigerada CPMF a me confirmar.
         Por impostos muito menores que os atuais, Tiradentes, mártir da independência, liderou a Conjuração Mineira. Enforcaram-no em 1792 e o enforcariam de novo, mil vezes, se preciso fosse. Governos gostam de impostos e muita grana para gastar em mordomias e corrupção.
         Era a DERRAMA, apenas o QUINTO (20%) sobre o ouro extraído. Hoje a alíquota do Imposto de Renda chega a 27,5%. No Brasil, entre impostos, taxas e contribuições contabilizam-se uns 65. Há quem diga existir mais. Não duvido.
         Alguns deles são nossos velhos conhecidos como os IMPOSTOSIPTU, IPVA, ICMS, ISS, IPI, ITR, IOF, ITBI”, ou as CONTRIBUIÇÕES “FGTS, INSS, COFINS, PIS, PASEP, FUNRURAL, INCRA” além de TAXAS como as de Limpeza e Iluminação Pública. Têm-se muito mais, falta-me espaço para relacionar todos.
         Eles fazem parte do nosso dia-a-dia. Estão embutidos nos produtos que consumimos e nos serviços que utilizamos. Encontram-se no feijão, fubá, carne, aluguel, escola, energia elétrica, telefonia, cerveja, cigarro, cinema, internet, nos vícios, necessidades e virtudes. Na cama que dormimos, na mesa que almoçamos, nas viagens de férias, nas fantasias que sonhamos realizar.
         Todos, empresários (pequenos, grandes e micros), comerciantes, agricultores, prestadores de serviço (todo mundo, sem exceção), são obrigados a cobrar muito mais pelos seus serviços ou produtos para compensar os inexoráveis impostos agregados aos seus processos e atividades. É uma bola de neve, um círculo vicioso, cachorro correndo atrás do rabo.
         Como não existem fórmulas para fugir dos impostos, principalmente o IMPOSTO DE RENDA descontado na fonte dos assalariados e aposentados, o jeito é buscar alternativas para torná-lo menos indigesto.
         Foi o que fiz no ano passado. DESTINEI 6% (seis por cento) do meu IMPOSTO DE RENDA DEVIDO ao “Conselho ESTADUAL dos Direitos da Criança e do Adolescente”. A minha intenção era doar para Guidoval, mas à época ainda não tínhamos o “Conselho Municipal da Criança e do Adolescente”, criado em 21/12/2006. Os seus membros tomaram posse em março de 2007. É composto por ilustres e respeitáveis conterrâneos.
         Abriu-se uma conta específica para o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Guidoval - FMDCA, na Agência do Banco do Brasil em nossa cidade. Assinam pela Conta o Padre Pedro Luiz da Silva, Presidente do “Conselho Municipal” e o Prefeito Municipal Élio Lopes dos Santos.
         Eu já fiz a minha doação no dia 10 de dezembro. É muito fácil. O código do Banco do Brasil é “001”; a Agência é nº 3826-1 e a Conta Corrente nº 7.743-7. O CNPJ da Prefeitura tem o nº 18.128.215/0001-58.
         Estamos chegando a outro final de ano. A última data para fazermos doações dedutíveis no Imposto de Renda (Ano-Calendário 2007) é o dia 28 de dezembro. Ainda dá tempo de fazer a doação. Em março quando formos fazer a Declaração de I.R. à Receita Federal, poderemos DESCONTAR integralmente o VALOR DOADO, desde que limitado, como já disse, aos 6% do Imposto Devido. Caso alguém tenha alguma dúvida, o seu contador poderá esclarecê-lo melhor sobre o assunto.
         Não importa o quanto você paga de Imposto de Renda, o importante é que você pode DOAR / DESTINAR, diretamente, para uma associação de nossa terra, evitando que uma parte de seu imposto escorregue pelos ralos, escaninhos e descaminhos dos governos federal e estadual. O seu dinheiro será muito melhor aproveitado. Tenho certeza. Que o governo federal se contente com o muito que já recebe. E não é pouco não!
Alguns exemplos do Valor a ser DOADO
         Se o seu IMPOSTO DEVIDO for de R$1.000,00 você pode DESTINAR R$60,00. Para quem paga R$10.000,00 o valor passa a ser de R$600,00 e se você recolhe R$100,00 pode doar R$6,00. Alguns poderão exclamar: “mas só seis reais!!!”. Reflito: “de seis em seis chega-se a milhão”. Sei que temos inúmeros guidovalenses que podem fazer esta simples doação ao nosso município.
         Aproveito, a ocasião, para CONVOCAR e INCENTIVAR a todos guidovalenses e amigos de Guidoval para que façam a DOAÇÃO POSSÍVEL para Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Guidoval.
NOTA: Agradeço ao Luiz Carlos Nogueira (Carlinhos), funcionário da Prefeitura, pelo empenho em regularizar a situação do FMDCA.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Zé do Fio - Barão (07 – Causos do Sapé)


Zé do Fio - Barão (07 – Causos do Sapé)


Figura popular, folclórica, o Barão viveu sabiamente a vida.

Bon vivant, deixava para amanhã o que se podia fazer hoje.

Parecia até baiano, em que a semana tem oito dias, segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, domingo e amanhã.

Cantava, voz tonitruante:
"De manhã me faz a barba / A tarde me dá beijinho/ Engoma meu terno branco/ E eu saio bem bonitinho".

Ou então:
"Esta me dava de tudo/ Me dava meia, sapato/ Terno de Casimira e Camisa de Veludo".

A sua frase filosófica mais marcante foi "A vida esta no sentir".

Certa vez, apanharam-no distraído, às margens do Chopotó, perto da Cachoeira, vara de pescar à mão.

Querendo ironizá-lo, instigaram-no:
- Barão, como é que você quer pescar com o anzol fora d’água?

- Quem disse, prezado, que eu estou pescando? Estou apenas conversando com a natureza.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Das Graças (06 – Causos do Sapé)


Das Graças (06 – Causos do Sapé)

Das Graças, morava num barraco, de graça. Herança do pai do marido que lhe abandonara, com oito filhos. Presente da cegonha, dizia ela, em nove anos ininterruptos.

Sua vida primava pela acolhida da benevolência alheia, um acontecimento pouco habitual no mundo de hoje. O seu despertador eram os galos da vizinhança, mas só saia da cama, quando da certeza dos primeiros raios solares.

Abria a janela para recebê-lo, de graça. A todos que cruzavam o seu caminho, tinha pronto um bom-dia a ofertar, mais para poder receber do semelhante a recíproca. Se o transeunte, desapercebido não lhe devolvia o “bom-dia”, ela cobrava.

Os vizinhos, já acostumados a sua compulsão em pedir, comentavam à boca pequena, lá vai a Das Graças em busca da redistribuição de renda.

Diziam mais, de graça, Das Graças tomava lotação errada, levava injeção na testa, aceitava bilhete corrido, entrava em fila de tapa e até mordida de cachorro era bem-vinda.

Comentavam, eu não vi e não duvidei, que certa vez pediu a um homem, parado no ponto de ônibus, um cigarro. O motivo era o volume no bolso da camisa.

O cidadão, orgulhoso, pois há muito deixara o vício, tirou do bolso e mostrou-lhe o invólucro com um colírio. Das Graças não se intimidou pediu duas gotas nos olhos.

Alguns dizem que Das Graças recebeu as gotículas, outros afirmam que não. Pelo sim, pelo não, certeza tenho de que a Das Graças seguiu o seu caminho de pedição.

Noutra oportunidade, pessoa de minha confiança presenciou o fato e me contou que Das Graças chegou a uma mansão, dessas dos novos ricos, e iniciou o rol de suas necessidades.

Postulou primeiro, um prato de comida. Da dona da casa, ouviu não. Demandou a seguir por um quilo de arroz ou qualquer outro mantimento. Escutou novo não.

Solicitou uma roupa ou um agasalho, mesmo velho. Mais um não.

Obsequiou por um pão velho. Irredutível, a proprietária, retrucou com evasiva negativa. Suplicou, por fim, um copo d’água. A madame de cílios postiços e plástica recente tentou terminar o diálogo, dizendo não ter também um copo d’água.


Mas quem encerrou a conversa mesmo foi Das Graças, dizendo:

- Óia dona, já que a senhora não tem nada, porque não vem pedir com nóis.
A velha rica, perdeu a graça, fechou o portão e adentrou, em passos de chilique, a sua residência de necessidades.

Das Graças continuou o seu caminho, de petição e miséria, mas cheia de graça e vida.
(escrito em 14/06/1.995)