segunda-feira, 28 de novembro de 2016

LANÇAMENTO do livro "num canto qualquer"



LANÇAMENTO do livro "num canto qualquer"


            A Maria das Graças Santos Carmo convida para o coquetel de lançamento de seu livro "num canto qualquer".

            Será no dia 17 de dezembro de 2016, às 18 horas, no espaço de festas da Nino's Pousada, centro, Guarani.

O seu primo Marquim Cremonese a chama de Gagaça do Aparecida do Beijo. É sobrinha do meu saudoso primo Mundico, neta da minha Tia Feinha (Guiomar Santa Branca de Castella) e Tio Tianin (Cristiano Alves Filho).

Professora primária, graduou-se em Letras e pós-graduação em Língua Portuguesa. Com premiação, participou de vários concursos literários.

No ano de 2000, ela lançou o livro “Na Contramão da Vida” que teve grande repercussão.

Agora com este novo livro ela se firma e confirma como uma escritora de talento.


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Versos Sencillos de José Marti (trechos - final do filme Cuba Linda)



Versos Sencillos
                                   de José Marti

Yo soy un hombre sincero
De donde crece la palma,
Y antes de morirme quiero
Echar mis versos del alma.

Yo vengo de todas partes,
Y hacia todas partes voy:
Arte soy entre las artes,
En los montes, monte soy.

Todo es hermoso y constante,
Todo es música y razón,
Y todo, como el diamante,
Antes que luz es carbón.

Con los pobres de la tierra
Quiero yo mi suerte echar:
El arroyo de la sierra
Me complace más que el mar

Yo quiero, cuando me muera,
Sin patria, pero sin amo,
Tener en mi losa un ramo
De flores,–¡y una bandera!

Cultivo una rosa blanca,
En julio como en enero,
Para el amigo sincero,
Que me da su mano franca.

Y para el cruel que me arranca,
El corazón conque vivo,
Cardo ni ortiga cultivo,
Cultivo una rosa blanca.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Dia do Músico Guidovalense



Dia do Músico Guidovalense

            No dia 24/10/2016, o Vereador Evaldo Ribeiro Lopes apresentou o Projeto de Lei nº 07/2016 instituindo o “Dia do Músico Guidovalense” a ser comemo­rado no dia 25 de outubro.
            Aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal de Guidoval em reuniões realizadas no Plenário"Dr. Mário Geraldo Meireles", o projeto foi encaminhado para ser sancionado pelo executivo municipal.
            Os eventos festivos deverão ser comemorados no último sábado do mês de outubro. Portanto esta data variará entre os dias 25 e 31 de outubro.
            Será uma forma de homenagear os saudosos músicos que povoaram a nossa terra, além de acrescentar mais uma DATA ao nosso CALENDÁRIO FESTIVO.
            A data escolhida é uma deferência a um dos músicos mais brilhante da nossa história, o Sr. Odilon dos Reis, cujo CENTENÁRIO de NASCIMENTO ocorreu no dia 25/10/2016.



JUSTIFICATIVA   DO   PROJETO

Um projeto para homenagear os músicos guidovalenses.

É fato e sabido que já existe o "Dia do Músico", 22 de novembro, Dia de Santa Cecília, Padroeira dos Músicos.

Mas a nossa intenção é rememorar, relembrar, exaltar, especificamente, os músicos guidovalenses, que ao longo dos anos celebraram a vida em forma de canções e melodias, seja em comemorações, eventos, festas cívicas, coroações, serenatas, bailes e inesquecíveis carnavais. E até mesmo nos momentos de tristeza, quando solidários às famílias enlutadas, a nossa "Corporação Musical Belarmino Campos" acompanhou enterros executando marchas fúnebres.

E além de homenagear os saudosos músicos que povoaram a nossa terra, acrescentar ao nosso calendário festivo mais uma nova data a ser comemorada no último sábado do mês de outubro. Aí sim, com a participação dos músicos atuais.

E a data escolhida não poderia ser mais oportuna pois amanhã, dia 25 de outubro de 2016, faz exatamente 100 anos do nascimento do Sr. Odilon dos Reis, um dos músicos mais brilhante da nossa história.

Mas a nossa homenagem estende-se às mulheres musicistas de nossa terra, muitas já esquecidas pelo tempo que agora passo a relembrar.

Professora Maria Campos, filha do grande maestro Belarmino Campos.
Professora Nadir Cunto Simões, esposa do ex-vereador Alcino de Almeida (Zizinho) Simões; Jandira Cruz Vieira, esposa de Marcílio José Vieira.

E tem mais.

Da família musical de Francisco Avelino da Silva, o Chico do Padre, temos a sua esposa Dona Jovita e as filhas Guiomar (Dona Feinha - esposa de Cristiano Alves de Faria), D. Maria do Carmo (esposa do Virgílio Oliveira), D. Antoninha (esposa de Sebastião Venâncio de Almeida, o Sô Tão), D. Cota (esposa do Hugo Barros), D. Ruth (esposa de Nilso Cremonese). Todas elas exímias no bandolim.

E ainda falando das famílias musicais.

Temos a família de José da Costa Azevedo (Juca Alfaiate) e  os filhos José e Walace Azevedo.

A família de Belarmino Campos, os filhos Álbero e Francisco Campos, este professor de Música na UFMG.

A Família do Maestro José Alves de Freitas (Zé Negueta), o seu pai Joroez Alves de Freitas (Neguetim) e o irmão Joroez Alves de Freitas (Zuim).

O Maestro Moyses Mineiro e o enteado de José Martins Lopes (Zé Mineiro).

Do meio rural há de se recordar de Frederico Tavares Aleluia (Tito Aleluia) no Ribeirão Preto, Manoel Tabira, João Germano da Fazenda das Pedras, a família Rufino na Serra da Boa Vista.

Não podemos esquecer dos sanfoneiros Jacinto e Abilinho ou de Zé Bento, cantor de modinhas sertanejas.

E não podemos nos esquecer da contagiante Barbearia do Sô Nilo, situada no Fundão, em frente à esta  Câmara Municipal. O Petronilo Alves, o Sô Nilo, quase todas as noites, após encerrar o seu expediente, ia para a calçada da rua com os seus instrumentos: violão, banjo, violino, bandolim, pandeiro, agogô, afoxé e distribuía para o Carlos Vitor Pereira (Sô Lau), Landinho Estulano (Orlando Pereira da Cruz), Josias do Pombal, Vicente do Dario do Chico do Padre, Jeová dos Reis, Zé do Fio (o Barão), Zé do Gil (José Maciel de Queiroga), ritmistas e cantores amadores da cidade.

De vez em quando aparecia o Sô Odilon dos Reis ou o João Queiroz, conhecido por Queiroz do Pinho. E segundo o Sô Nilo foi o melhor violonista da história de Guidoval.

Já morando fora de Guidoval, por vezes, aparecia  o José Occhi (o Bijica)  que possuía uma belíssima voz que lembrava Orlando Silva e Gilberto Alves.

Inconstante também era a presença de José Martins Ferreira, conhecido pelo apelido de Zé Manga Rosa, virtuose no violão e nas interpretações das músicas de Canhoto e Dilermando Reis.

Perdeu quem não ouviu o saudoso Zé Vieira, que tinha o apelido de Xará, um trabalhador braçal do DER-MG, mas quando tocava a sua flauta feita de talo de abóbora encarnava a magia de um Pixinguinha.

E as antigas serenatas contavam com o  Zé Afra, esposa e filhas, além do violonista Zé Boióta - tio do Zé Manga Rosa.

Como não lembrar dos velhos carnavais comandados pelo Domingos Coelho da Silva e a sua "Cacique de Bronze" e o inigualável Raymundo Francisco, o Tilúcio, à frente da sua "Calouros do Samba".

O berço maior de nossos musicistas foram e são as bandas de música.

Houve uma época, na década de 30 e 40, que tinham duas bandas: a "Lira Sapeense" e a "Francisco Batista".

Vale relembrar que conduziram, também, as nossas bandas de música o José Cordeiro e Zé Balbino.

Atualmente temos em atividade a "Corporação Musical Belarmino Campos".

Dela, sobressaíram diversos músicos.

O Maestro Oswaldo José de Barros (Sô Tute), que por muitos dirigiu a corporação. Vários músicos foram formados a partir dos seus ensinamentos. Compositor fértil, com mais de centenas, alguns dizem milhares, de obras musicais, muitas já perdidas no tempo, sem gravações ou partituras.
Seus dobrados mais conhecidos são: "Frei Eliseu", "Astro", "José Vieira Neto", "Cândido Mendes", "Prefeito Sebastião Cruz", "Professor Artur", "Medeiros", "Meia noite".

Pela corporação passaram músicos especiais como: Berkeley Silvério Gonzaga (Neto), Celso Reis Moreira, José Carlos da Cruz (Zé Fenderracha), Júlio Vieira de Mello, Laélio Soares, Nestor Franco, Sebastião Mendes Carvalho  (Tatão), Zico Sapateiro ( pai do jornalista Hélio Ferreira Cezar ).

Com certeza ao final desta justificativa esquecerei muitos nomes, dos saudosos músicos, que compõe a galeria de músicos da cidade de Guidoval.

Com certeza ao final desta justificativa esquecerei muitos nomes que compõe a galeria de saudosos músicos da cidade de Guidoval.

Peço perdão, antecipado, pelos prováveis esquecimentos. E no devido tempo, em ocasiões futuras, estes lapsos serão reparados.


Odilon dos Reis

            Odilon dos Reis nasceu no dia 25 de outubro de 1916, no antigo Sapé de Ubá, hoje Guidoval. Os seus pais Camilo Marcos dos Reis e Etelvina Cesária Reis moravam, à época, na Praça do Mercado, que já foi chamada de Praça Getúlio Vargas, hoje denominada Praça Três Irmãos.
  
          Ainda criança teve poliomielite que lhe afetou uma das pernas, mas não foi o suficiente para que tivesse uma infância saudável participando das brincadeiras e peraltices próprias da idade, destacando-se na natação no Rio Chopotó.
            Inteligente e vivaz, muito cedo aprendeu música, tornando-se um instrumentista habilidoso tanto em instrumento de sopro, em especial o trombone;  como em instrumentos de cordas. com destaque para o violino e o violão.
            Artesão e perfeccionista, ainda jovem aprendeu a profissão de alfaiate exercendo-a de 1932 a 1949 quando entrou para o serviço público estadual, aposentando-se em 1981 por tempo de serviço.
            Em 22 de abril de 1939 casou-e com Nelcina Efigênia Reis e tiveram duas filhas: Ione e Terezinha
            Quando em 1953 começou a funcionar o Ginásio Guido Marlière, Odilon dos Reis tornou-se o primeiro professor de Canto Orfeônico da instituição.
            É um dos fundadores, em 1936, da famosa Banda "Jazz Sapeense" que alegrou bailes e festividades, do município, na décadas de 30, 40 e 50. Tocou violino em cinema mudo o teatros.
            Com uma boa voz de barítono participou do Coro da Igreja Matriz de Santana. Sonorizou, com seu violino, inúmeros casamentos.  
            De 1960 a 1983 integrou o coral "Madrigal Ubaensefundado e dirigido pelo Maestro Marum Alexander.
            Nos anos 80, residindo na cidade de Ubá,  participou  do Coro da Igreja São Januário tocando violino junto com a pianista D. Chiquinha Dias Paes e outros.
            Era compositor e arranjador. Fez uma música interessante em homenagem ao Mundico (Raimundo Nonato de Faria).
            Em Guidoval, fez parte da diretoria do Cruzeiro Futebol Clube", ao qual nutria paixão.
            Enriqueceu o livro "Saudade Sapeense", publicado em 1982, escrevendo o "Soneto para o Dé".
            Escritor nato, dono de uma linda caligrafia, culto, autodidata, escreveu sonetos, poesias, textos, gostava muito de acrósticos e nos deixou alguns deles, assim revela a sua Jane. Que ainda acrescenta: Tinha o dom da palavra, era eloquente, o talento para discursar era inconfundível e em várias ocasiões, recorriam a ele para emprestar seu dom.
            Sua casa era constantemente palco de reuniões de vários amigos, músicos como ele, de Guidoval e  os que residiam fora, mas em datas festivas, era palco de  saraus, noites regadas à boa música e os deliciosos licores da sua esposa D. Efigeninha.
            Para a família e amigos, o conselheiro, o esposo dedicado, o  pai amoroso, o avô doce e firme, inigualável e inesquecível. Ensinamentos de justiça, honestidade, lisura, decência, são legados que deixou para suas filhas e netos e que  tentamos transmitir para seus  bisnetos, os quais não tiveram a alegria de conhecê-lo.
            Faleceu, aos 69 anos, em 18/11/1984, deixando uma lacuna imensurável no cenário esportivo-lítero-musical da nossa cidade de Guidoval.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Odilon dos Reis (carta de 25/02/1983)

Odilon dos Reis (carta de 25/02/1983)

            Tive e ainda tenho a mania de gravar músicas que eu aprecio para os meus amigos. Uma forma de compartilhar sons, melodias, acordes, que me emocionam.
            Nos início dos anos 80 ainda não existia CD's e muito menos MP3. Ninguém sonhava ou podia imaginar um "trem doido desses". CD só em 1986.
            Feliz quem tinha um vitrola, radiola, um gravador, um pick-up. Eu era feliz. Tinha estas geringonça. E com elas fazia as minhas transposições do vinil para fita cassete.
            E por volta do carnaval de 83 gravei uma fita com músicas do Cartola para o Sr. Odilon dos Reis. Eu andava apaixonado pelo Cartola. E ainda estou.
Pra quê!
            Foi só o Sô Odilon receber o mimo para me mandar mais uma das suas belas cartas.
            "Recebe mais, quem doa!" foi o título do artigo que escrevi para o JORNAL DE GUIDOVAL muito tempo depois em outubro de 2007, mas já valia para aquela época.
Não mereço tantos elogios do Sô Odilon, mas mesmo assim guardei a carta, cuja cópia coloco abaixo junto com o envelope que a trouxe. 
Lourdes, Thaís e eu morávamos no Califórnia (bairro) à Rua dos Violinos. 
Ô sorte!

 




Carta de Odilon dos Reis a Sueli (21/06/1982)



Carta de Odilon dos Reis a Sueli (21/06/1982)

No dia 17/06/1982 o Sr. Odilon dos Reis escreveu-me uma carta falando do texto que escreveu para o livro "Saudade Sapeense".

Educado, um gentleman, no dia 21/06/1982, o Sr. Odilon dos Reis enviou uma carta também à Sueli Vieira Gomes.
Abaixo, cópia da carta.