terça-feira, 1 de outubro de 2019

Mais Serotonina, menos Cortisol


Mais Serotonina, menos Cortisol

Condutas S
Serenidade
Silêncio
Sabedoria
Sabor
Sexo
Sono
Sorriso
     Promovem Serotonina

Condutas R
Rancor
Raiva
Ressentimento
Repressão
Resistências
 Facilitam a secreção de Cortisol, hormônio corrosivo para as células que aceleram o envelhecimento

As Condutas S 
Geram Atitudes A
Ânimo, Amor, Apreço, Amizade, Alegria, Aceitação, Aproximação.

As Condutas R, ao contrário,
Geram Atitudes D
Depressão, Dor, Despeito, Desânimo, Desespero, Desolação

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Carta ao José Jorge de Freitas em 28.set.2006


Belo Horizonte, 28 de setembro de 2006

Prezado José Jorge,

         A Festa de Santana deste ano transcorreu sem nenhuma novidade. A rotina de sempre: Entregas de Títulos de Cidadão Guidovalense, shows no Largo, inauguração de ruas calçadas com paralelepípedos, encontro com velhos e bons amigos e uma fogueira ardendo a cada ano mais fraca, mixuruca, tísica.

         A novidade foi uma apresentação de um grupo de “Congado” liderado pelo João Medeiros, irmão do saudoso Benedito Medeiros, líder do CONGADO na década de 60. Ainda é um projeto incipiente, mas quem sabe se houver continuidade poderemos ver renascer esta bela manifestação cultural.

         Filmei algumas cenas e passei para DVD a festa deste ano. Tem Procissão de São Cristóvão, Procissão do Retrato de Santana, Show do Frei Zeca, Fogos de Artifício, Procissão da Imagem de Santana e Congado. Teve também uma disputa de motocross, mas lá não fui.

         Às vezes a festa é monótona, repetitiva, mas sempre acontece um fato marcante.  Este ano não foi diferente. Os festejos oficiais já tinham terminado quando no dia 28 de julho comemorávamos, em família, o aniversário da Thaís. Lá pela meia-noite apareceram fazendo serenata o Juca, Virgilinho e Fabiano. A fazer companhia a Denise, Fabiano do Virgilinho e Lenício, um bom violeiro de Ubá.

         Entraram, tocaram, cantaram, beberam e depois continuaram a peregrinação. Pegamos carona e fomos atrás. Aumentamos a comitiva com a Lourdes, Thaís e o namorado, Nathália (sobrinha), Sueli e Marcílio – meus irmãos.

         Filmamos até acabar a bateria. Meu irmão retratou a perambulação. Como ganhei de aniversário um aparelho que grava em DVD programas de TV e também passa fitas VHS para DVD, estou aproveitando para aprender a fabricar os meus DVD’s caseiros.

         As filmagens foram feitas à noite, portanto perdem qualidade com a falta de luz. Na transposição também há uma perda de qualidade, mas de todo jeito fica o registro histórico e sentimental.

         Aproveitei e inclui no DVD “Serenata em Guidoval” uma filmagem antiga em Super-8 (mudo), de 29/04/1978. Coloquei como fundo musical a D. Ruth cantando, sendo acompanhada pelos músicos Sô Nilo, Odilon Reis e Nilso Cremonese.

Abraços,
Dé do Zizinho do Marcílio

Anexos:
ü DVD “Festa de Santana – 2006”
ü DVD “Serenata em Guidoval (28 e 29/07/2006)”

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Caçadas do Mundico (escrito pela sobrinha Maria Das Graças Santos Carmo)


Caçadas do Mundico
(escrito pela sobrinha Maria Das Graças Santos Carmo)

Caçar era uma de suas paixões.
Fechava a oficina às quatro da tarde. Entrava em casa assobiando, se metia no "quarto de banho" onde estava sua parafernália de caça: a calça e a camisa de brim verde; o "bate-bute"- apelido que ela dava ao par de botas de couro; a espingarda que ficava sempre dependurada atrás da porta; o quepe que era cuidadosamente ajeitado na cabeça; o cinturão com as munições; a mochila de lona onde eram colocadas as aves abatidas e o que não podia faltar  o apito que reproduzia o som de vários aves, entre elas o nambu, seu preferido nas caçadas.
O camelo- era assim que chamávamos sua velha bicicleta- era o companheiro de todas as tardes.E lá iam eles: Mundico, Elzo e quem mais quisesse e pudesse.
Quando a noite já tinha descido sobre Guidoval, voltavam eles trazendo a caça para reforçar o jantar: nambus, marrecos e outras aves mais, cujos nomes só ele sabia.
Eu, que naqueles tempos morava com minha avó e meus irmãos que em tempos de férias escolares iam para lá, ajudávamos vó Feinha a depenar as avezinhas e já disputávamos quem comeria as coxas ou o peito, pois era só o que se aproveitava. Se a ave era maior, as penas viravam brinquedo, pois fazíamos petecas com palha de milho ou embira de bananeira e nos divertíamos na grama da praça.
Em noites de Lua cheia, as caçadas eram mais longas. Penso que o derramar dos raios da Lua sobre a mata e sobre eles, o fantástico e o mistério que fazem parte do verde profundo das matas causavam um efeito de paixão e desejo e amenisavam o cansaço do dia de trabalho. Devia ser uma emoção que só sentia quem vivia a realidade de ser parte integrante da exuberância da mata e de seus quase intocáveis habitantes.
Essa rotina só mudava quando decidiam trocar a espingarda pela vara de anzol. E então, era o tempo das piabas, dourados, lambaris, traíras que, se eram em abundância, adormeciam por algum tempo congelados até que uma visita importante fosse almoçar com a família. As aves e os peixes eram para ele um troféu!










sábado, 7 de setembro de 2019

Gerson Occhi (Um ser humano múltiplo. Advogado, professor, educador, historiador, palestrante e principalmente um bom amigo)


Gerson Occhi
(Um ser humano múltiplo. Advogado, professor, educador, historiador, palestrante e principalmente um bom amigo)

            Conheço o Gerson Occhi de velhos e imortais carnavais. É desta época que me vem a primeira lembrança dele, pré-adolescente, dançando frevo com a Zarinha, filha da saudosa Professora Nadir Cunto e Zizinho Simões.

            Nos idos de 60, participava da popular Malhação e Queima do Judas que acontecia no Domingo de Páscoa. Hoje, crime prescrito, posso confessar que ele incentivava os amigos a saírem pelas ruas da cidade recolhendo bugigangas e utensílios deixados nas varandas e quintais de casas desatentas, para entulhar o Curral do Judas, no Largo (Praça Santo Antônio). Depois, auxiliava na confecção dos versos irônicos e cômicos lidos do Testamento do Judas.

            Como eu e muitos guidovalenses, o Gerson é um dos exilados econômicos de nossa terra. O inexorável êxodo do torrão natal em busca de estudos e oportunidades. Partimos pensando em um dia voltar.  Depois vamos ficando... ficando... ficando em outras paragens, só nos restando a saudade tão bem retratada na “Canção do Guidovalense Ausente” de autoria do Renatinho do Jornal Saca-Rolha e que tenho a honra de ser parceiro musical.

            Na década de 70, em plena ditadura militar, ajudou a fundar o MDB em Guidoval, sendo o principal mentor da iniciativa. Em 1974, no Bar seu Tio Oscar Occhi, durante a campanha vitoriosa de Itamar Franco ao senado, cantávamos a música do compositor Chacal, de São João del Rei,  fazendo loas ao MDB.

            Em 1975, peguei uma carona com o Gerson para Juiz de Fora, num opala novinho, que saía a traseira (rabeava) nas curvas. Paramos em Rio Pomba para assistir ao Sport, mas, principalmente, torcer pelo craque Eloir Máximo que marcou o único gol da partida, o gol da vitória, ano em que foi o artilheiro e campeão regional pelo alviverde de JF.

            Encontro pouco com o Gerson, menos do que gostaria. São os “desencontros da vida”, mas quando isso acontece, são prosas saborosas, recheadas de otimismo e amizade.

            Gerson é múltiplo, advogado, professor, educador, historiador, palestrante e um bom amigo.  O primogênito do Prefeito Eduardo Nicodemo Occhi e Professora Zilda de Araújo Mendonça é um excelente pai, avô e dedicado irmão.

Dirigiu com dinamismo e competência o grande Centro Tecnológico - Instituto de Laticínios Cândido Tostes. Nas horas vagas compõe sambas-enredo, escreve biografias. Já foi vereador de Juiz de Fora, comentarista de TV em programa de grande audiência regional, e acreditem: foi até juiz de futebol!

            Junto com  Luciano Ferreira da Costa promoveu vários encontros de guidovalenses residentes na “manchester mineira”, em festas em que se reuniram até mais de 300 conterrâneos.

            Depois de ser convidado por três vezes para ser laureado com “Título de Cidadão Honorário de Juiz de Fora”, em 19 de abril de 2007, recebeu a honraria na Sala de Reuniões da Câmara Municipal de Juiz de Fora.

            A merecida cidadania juizforana não diminui o amigo “Gersinho” como guidovalense, pelo contrário, só lhe abre mais portas a um mundo sem fronteiras como poetizou John Lennon em “Imagine”.

O Presidente Itamar Franco quando era o Prefeito de Juiz de Fora criou o Mérito "Comendador Henrique Guilherme Fernando Halfeld", em 22/11/1973. Comemorava-se o centenário de morte do fundador da cidade. A finalidade era distinguir as pessoas que tenham prestado relevantes serviços à cidade de Juiz de Fora. E este honroso MÉRITO que eu chamo de COMENDA o amigo e conterrâneo Professor Gerson Occhi recebeu no dia 31/05/2010.

O conterrâneo e amigo Dr. Gerson Occhi vem, merecidamente, colecionando láureas, prêmios, diplomas, medalhas e comendas.

No dia 19 de abril de 2012, dirigindo o Instituto de Lacticínios Cândido Tostes (ILCT); e em reconhecimento ao seu desempenho profissional à frente deste notável educandário recebeu a Medalha do Mérito Legislativo, categoria Educação, concedida pela Câmara Municipal de Juiz de Fora.

No dia 24 de novembro de 2012 tomou posse na Academia Maçônica de Letras de Juiz de Fora.

No dia 1º de dezembro de 2012, os Professores Gerson Occhi e Antônio José Barbosa foram empossados na Academia Ubaense de Letras como Membros Correspondentes, em sessão solene, realizada na Associação dos Viajantes - Ubá/MG.

 Em 26 de abril de 2014, o Professor Gerson Occhi tomou posse como Associado Correspondente no Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais.

E hoje, Sete de Setembro, na data que se comemora a Independência do Brasil, o amigo e conterrâneo Gerson Occhi faz aniversário.

Eu e a minha esposa Lourdes parabenizamos-lhe por este dia, desejando-lhe Saúde, Paz, Prosperidade e Sabedoria. Que as Bênçãos Divinas abençoem, protejam e iluminem a sua Vida e a de todos os seus Familiares.