segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Hugo marca dois e Cruzeiro, de virada, é campeão estadual sub-20

 Texto publicado pela Assessoria P2 (Assessoria de Imprensa na Área Esportiva)
(http://assessoriap2.com/site/noticias_detail.asp?cod_noticia=477)

12/08/2013 - 16:42:41
  Hugo marca dois e Cruzeiro, de virada, é campeão estadual sub-20

Após fazer uma campanha impecável no Campeonato Mineiro de Juniores, o Cruzeiro foi coroado com o título estadual ao vencer o Funorte por 2 a 1, no último sábado, 10, na Toquinha.

O atacante Hugo Sanches brilhou na partida e garantiu o título celeste ao marcar os dois gols da virada do Cruzeiro no jogo. O avante, natural da cidade de Guidoval-MG falou sobre a dificuldade da partida.

"Já esperava um jogo difícil, o time do Funorte sempre vem com tudo para jogar com a gente, mas graças a Deus fui feliz em fazer os gols e dar o título ao Cruzeiro", conta o jogador.

Em seis partidas, Hugo balançou a rede em quatro oportunidades. No Hexagonal Final, ele participou dos últimos quatro jogos. O jovem garante que isso só foi possível graças ao empenho do departamento médico e dos fisioterapeutas do clube, após ter sofrido uma lesão na coxa.

"Eu tenho que agradecer ao Dr. Fabrício e aos fisioterapeutas Ana e Sherig que fizeram o melhor pra eu voltar bem. Estava ciente de que quando precisasse de mim, eu estaria pronto para ajudar. Minha coxa já estava bem novamente e foi isso que aconteceu. Joguei os últimos quatro jogos e pude ser decisivo para a equipe", finalizou o jogador.
Outro atleta celeste que celebrou a conquista do título foi o zagueiro Messias, que participou efetivamente da campanha celeste em quatro jogos.

"O título foi importante para nos dar confiança para os próximos campeonatos. Temos a Taça BH pela frente, que começa esta semana; além do Brasileiro e da Copa do Brasil.", disse.

Na próxima quinta-feira, o Cruzeiro iniciará sua caminhada na Taça BH de Futebol Júnior contra o time mineiro do Santa Cruz, às 16h na Toca I. A equipe de Messias está na Chave "A" ao lado de Sport-PE, Corinthians-SP, Santa Cruz-MG, Vila Nova-MG e Serra Macaense-RJ.

Assessoria de imprensa dos atletas Hugo Sanches e Messias (Cruzeiro)


Jonathan Xavier

domingo, 11 de agosto de 2013

José Maria de Matos - Dr. Plínio Augusto de Meireles

O amigo e conterrâneo Dr. Plínio Augusto de Meireles, autor da melodia do Hino de Guidoval, sempre me abastece com dicas e boas informações.

Na semana passada recebi um e-mail dele comentando o “post” escrito pelo AMIGUIRMÃO José Maria de Matos que coloquei no BloGuidoval (http://bloguidoval.blogspot.com.br/2013/08/maria-de-lourdes-matos-in-memoriam.html).

Junto com o comentário, o Dr. Plínio ele anexou uma bela mensagem do Rubem Alves (A Chegada e a Despedia), que transcrevo a seguir:

Muito lindo o texto do José Maria. Lembra da sua mãe com serenidade, carinho,
boas recordações e sem desespero.

No meu modo de ver e, talvez, do Rubem Alves, lembra dela como deve ser.

Também me lembro dos meus pais com saudade e alegria por tê-los tido como pais.

Porém, a maioria de nós não está preparada para as partidas deste mundo e desta vida. Falta de preparo, de conhecimento, egoísmo?...

Não sei. Fato é que ninguém ficará por aqui eternamente.

Quando e como partiremos, ninguém consegue saber por antecedência.

A propósito disto pessoas ilustres disseram algo. Shakespeare, no seu monólogo "O Menestrel", disse que "As pessoas que amamos à vezes nos são levadas mais cedo do que possamos imaginar.

Por isto, sempre devemos nos despedir das pessoas que amamos com palavras carinhosas. Pode ser a última vez..."

Rubem Alves escreveu uma crônica intitulada "A Chegada e a partida" onde trata do tema partida com muita clareza e serenidade.

Na verdade todos nós temos o nosso tempo e, como disse recentemente o Papa Francisco, quando inquirido se teve medo quando esteve no seu carro com os vidros abertos num engarrafamento no Rio de Janeiro, respondeu que "ninguém morre de véspera".

Assim, acredito seja interessante pensarmos nesse tema "a partida" com a devida serenidade para que não soframos tanto quando ocorrer algum caso junto de nós.
Plínio Augusto de Meireles

A CHEGADA E A DESPEDIDA
RUBEM ALVES
            Em Minas, em agradecimento a uma esmola que lhes tivesse sido dada por uma grávida, as mendigas a benziam com a saudação: ”Nossa Senhora do Bom Parto que lhe dê  boa hora!”.  Benzeção confortante porque a hora da grávida é hora de dor e angústia, precisando da proteção da Virgem Parteira. Vendo, ninguém acreditaria que um nenenzinho pudesse passar por canal tão apertado. Dor para a mãe, angústia para o nenê.
         No lugar onde as palavras nascem elas brilham com uma clareza espantosa. Vou ao nascedouro da palavra angústia: nasceu do verbo angere, que significa apertar, sufocar. Assim, no seu nascedouro, angústia quer dizer estreiteza. O nenenzinho, que estava numa boa, vai ser apertado e sufocado dentro de um canal. Vai sentir angústia. E, pelo resto de sua vida, sempre que tiver de passar por um canal apertado e escuro, vai sentir de novo o que sentiu para nascer. Angústia e dor misturadas assim – não admira que as mendigas invocassem a Virgem...
         A medicina, descrente de Virgens e benzeções de mendigas, não conseguiu se livrar das angústias e dores das grávidas, e tratou de arranjar alguém que fizesse as vezes da Virgem para cuidar delas quando chegasse a hora. Criou uma especialidade alegre, a mais antiga de todas: a obstetrícia. Obstetrix, em latim, quer dizer parteira. Uma tradução mais literal da palavra seria “aquela que está diante”. A parteira está diante da mãe. Diante da mãe ela aguarda o nenenzinho. Sua função é ajudar a vida a atravessar a apertada e angustiante passagem que leva do escuro da barriga da mãe à luz do mundo aqui de fora: “dar à luz”. Que fantasias terríveis devem passar pela cabeça da criancinha ao se sentir espremida, deslocada, empurrada, arrancada, apertada! É possível que ela sinta que vai morrer. Mas, ao final do canal apertado, a obstetrix  a acolhe, como se fosse a mãe... É ela, a parteira, a primeira experiência do mundo que a criancinha tem, a Virgem bendita.
         A vida começa com uma chegada. Termina com uma despedida. A chegada faz parte da vida. A despedida faz parte da vida. Como o dia, que começa com a madrugada e termina com o sol que se põe.  A madrugada é alegre, luzes e cores que chegam. O sol que se põe é triste, orgasmo final de luzes e cores que se vão. Madrugada e crepúsculo, alegria e tristeza, chegada e despedida: tudo é parte da vida, tudo precisa ser cuidado. A gente se prepara, com carinho e alegria, a chegada de quem ama. É preciso preparar também, com carinho e tristeza, a despedida de quem a gente ama.
         Os orientais sabem mais sobre isso do que nós. Sabem que os opostos não são inimigos: são irmãos. Noite e dia, silêncio e música, repouso e movimento, riso e choro, calor e frio, sol e chuva, abraço e separação, Chegada e partida: são os opostos pulsantes que dão vida à vida. Vida e morte não são inimigas. São irmãs. Chegada e despedida... Sem a frase que encerra a canção não existiria. Sem a morte, a vida também não existiria, pois a vida é, precisamente, uma permanente despedida...
         A medicina criou a obstetrícia como uma especialidade cuja missão é “estar diante” da vida da vida que está chegando. Acho que ela, por amor aos homens, deveria também criar uma especialidade simétrica à obstetrícia, cuja missão seria “estar diante” daqueles que estão morrendo. A morte também está cheia de medos, de dor. A morte é também um angustiante canal apertado e escuro. É solidão. O nenenzinho, na passagem escura e apertada, está totalmente sozinho e abandonado. Aquele que está morrendo também está absolutamente sozinho e abandonado. Aqueles que o amam e o cercam estão longe, muito longe: as mãos dadas não transpõem o abismo. A morte é sempre um mergulho no abandono.
         Pensei nessa especialidade... Pois a missão da medicina não é cuidar dada vida? Pois a despedida também parte da vida.  Os que estão partindo ainda estão vivendo... Eles precisão de tantos cuidados quanto aqueles que estão nascendo. E até inventei um nome para tal especialidade. Combinei duas palavras: Moriens, entis, do latim, que quer dizer: “que está morrendo”; e therapeuein, do grego, que quer dizer “cuidar, servir, curar”. Saiu, então, morienterapia, os cuidados com aqueles que estão morrendo. E o morienterapeuta seria aquele que, à semelhança do obstetra, se encontra “diante” daquele que está se despedindo. Nossa Senhora do Bom Parto é a padroeira das parturientes. Procurei uma outra Nossa Senhora para ser a padroeira dos que estão morrendo. Eu a descobri na Pietà: aquela que acolhe no seu colo o filho que está morrendo. Morrer nos braços da Pietà é, talvez, sentir-se finalmente voltando para o colo de uma mãe que nunca se teve mas que sempre se desejou ter. Talvez, no colo da Pietà, a despedida poderia ser vivida, então, como um retorno ao colo materno.
         Alguns me dirão que tal especialidade já existe: os intensivistas são “aqueles que estão diante” daqueles que estão morrendo. Quem diz isso não me entendeu. A missão dos intensivistas é o oposto do que estou dizendo. A missão deles é a de impedir a despedida, a qualquer custo. Por isso eles são pessoas agitadas. A qualquer momento pode haver uma parada cardíaca – e se eles não correrem e não forem competentes, a partida acontecerá. Cada partida é uma derrota. O morienterapeuta, ao contrário, entra em cena quando as esperanças se foram. A despedida é certa. Ele ou ela tem de estar em paz com a vida e a morte, tem de saber que a morte é parte da vida: precisa ser cuidada. Por isso, o morienterapeuta terá de ser alguém tranqüilo, em paz com o fim, com o fim dos outros de quem ele cuida, em paz com seu próprio fim, quando outros cuidarão dele. Dele não se esperam nem milagres, nem recursos heróicos para obrigar o débil coração a bater por mais um dia. Dele se esperam apenas os cuidados com o corpo – é preciso que a despedida seja mansa e sem dor --  e os cuidados com a alma – ele não tem medo de falar sobre a morte.
         Sei que isso deixa os médicos embaraçados. Aprenderam que sua missão é lutar contra a morte. Esgotados os seus recursos, eles saem da arena, derrotados e impotentes. Pena. Se eles soubessem que sua missão é cuidar da vida, e que a morte, tanto quanto o nascimento, é parte da vida, eles ficariam até o fim. E assim, ficariam um pouco mais sábios. E até – imagino – começariam a escrever poesia...

sábado, 10 de agosto de 2013

Hugo Sanches brilhando como sempre


Hugo Sanches foi o autor dos dois gols da vitória sobre o Funorte por 2 a 1 (Divulgação)
Hugo Sanches foi o autor dos dois gols da vitória sobre o Funorte por 2 a 1
Cruzeiro é campeão estadual da categoria júnior. O título foi conquistado neste sábado com vitória sobre o Funorte, por 2 a 1, na Toca da Raposa I, em jogo válido pela décima rodada do hexagonal final. Hugo Sanches foi o autor dos dois gols da equipe celeste.

Com três pontos de vantagem sobre o Atlético, o Cruzeiro chegou à última rodada do hexagonal decisivo precisando de um empate para ser campeão. Com o triunfo sobre o Funorte, o time celeste encerrou a fase final com oito vitórias, dois empates e nenhuma derrota.

Na primeira fase, a equipe comandada por Paulo Ricardo teve cinco vitórias, quatro empates e uma derrota. Emerson Carioca encerrou a competição como artilheiro cruzeirense, com nove gols marcados.

Jogos e artilheiros do Cruzeiro no Campeonato Mineiro Júnior:

Primeira fase
27/04 – Metalusina 1 x 1 Cruzeiro – gol: Rodrigo Dias
01/05 – Guarani de Pará de Minas 1 x 4 Cruzeiro – gols: Rodrigo Dias (2), Hugo Sanches e Willian
04/05 – Cruzeiro 0 x 0 Curvelo
08/05 – Funorte 1 x 1 Cruzeiro – gol: Rodrigo Dias
11/05 – Cruzeiro 2 x 2 Villa Nova – gols: Lynneeker e Willian
14/05 – Cruzeiro 2 x 0 Metalusina – gols: Emerson Carioca
05/06 – Cruzeiro 3 x 2 Funorte – gols: Murilo, Rodrigo Dias e Emerson Carioca
08/06 – Curvelo 1 x 4 Cruzeiro – gols: Rodrigo Dias, Gabriel, Marcos e Matheus Santos
12/06 – Villa Nova 0 x 2 Cruzeiro – gols: Juninho e Bruno Edgar
15/06 – Cruzeiro 0 x 1 Guarani de Pará de Minas

Hexagonal
22/06 – Funorte 1 x 1 Cruzeiro – gol: Emerson Carioca
29/06 – Cruzeiro 2 x 0 Araxá – gols: Emerson Carioca e Eurico
03/07 – Desportivo Minas 0 x 3 Cruzeiro – gols: Juninho, Bruno Lamas e Marcelo
06/07 – Cruzeiro 5 x 1 Nacional – gols: Emerson Carioca (3), Matheus Santos e Marcelo
13/07 – Atlético-MG 0 x 1 Cruzeiro – gol: Murilo
20/07 – Cruzeiro 1 x 1 Atlético – gol: Lynneeker
27/07 – Nacional 0 x 2 Cruzeiro – gols: Emerson Carioca e Eurico
31/07 – Cruzeiro 3 x 0 Desportivo Minas – gols: Alex, Hugo Sanches e Matheus Santos
03/08 – Araxá 1 x 2 Cruzeiro – gols: Gabriel e Matheus Santos
10/08 – Cruzeiro 2 x 1 Funorte - gols: Hugo Sanches

Kerley Pita Vieira Mares Guia

Kerley Pita Vieira Mares Guia, guidovalense, nascida em Ubá, é filha do amigo e conterrâneo Gonzaga (do Duzin) Vieira e Vandeci Pita de família tradicional de Tuitinga/Guiricema.
Formou-se em jornalismo na Unitri de Uberlândia-MG.

Trabalhou como Assessora de Imprensa em alguns escritórios de jornalismo, com destaque para 13ª Subseção da OAB/MG Uberlândia , onde produziu três revistas, além de realizar um grande trabalho de comunicação desta subseção que é a terceira do estado de Minas Gerais em número de advogados associados. 

Casada com Diogo Portugal Mares Guia, mora em Catalão-GO (100 km de Uberlândia).

Atualmente é repórter na TV Anhanguera, afiliada da Rede Globo

No dia 4 de agosto de 2013, comemoração dos 154 anos de Catalão, realizou-se o “Cross Choice”, uma mistura de Motocross, Enduro Cross e Trial, fato registrado pela repórter Kerley Vieira e exibido no Globo Esporte, conforme podemos assistir no vídeo, mais abaixo.

Parabéns, Kerley pela excelente reportagem.
Nós, guidovalenses, ficamos orgulhosos com o seu trabalho.

Clique aqui, para assistir ao Vídeo:

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Maria de Lourdes Matos (in memoriam) - continuação

Texto do primogênito José Maria de Matos

Hoje me dei conta de que não chorei pela morte de minha mãe. 

Ela, Maria de Lourdes, não merecia lágrimas, eu não poderia chorar ao lado do corpo dela, onde naquele instante, assisti ao video tape de sua vida. Nove filhos homens, viúva aos quarenta e poucos anos, sem bens materiais.

Não eu não poderia chorar, não era justo para com ela.Ali, naquele momento eu me dei conta da TROCA.

Alguém no céu(com certeza o Anjo da guarda dela) deve ter levado o "curricullum vitae" a DEUS e ELE ordenou: traga-a já para junto de mim e" assim foi feito segundo a sua vontadade" e ela foi por meio de um ataque cardíaco fulminante, tomando o café da manhã.

Às 8:10 da manhã de sábado recebo uma ligação de meu irmão Gonzaga: Zé Maria larga tudo o que estiver fazendo e venha para JFora, pois a mamãe está morta, caída, na chão da copa. Foi como um chamado divino, e eu fui.Hoje, agora, me dou conta da TROCA.DEUS levou nossa mãe e nos deu "uma SANTA".

 Foi justa a troca.Tinhamos uma mãe que viamos, tocávamos, agora temos uma MÃE eterna que não vemos,mas sentimos na brisa da manhã, no brilho sol, no sorriso de uma criança, numa oração silenciosa. Minha mãe não tinha adjetivos e predicados. Tudo nela era superlativo, a qauantidade de filhos, os sorrisos francos, as brincadeiras, os amigos.

Não teve DIREITOS, só OBRIGAÇÃO E DEVERES ao longo de sua vida de 86 anos.

No céu deve ser a mesma coisa: ela deve estar fazendo "seus tabuleiros de bolos, cajuzinhos,. pudins de leite condensado" feliz como soi um mãe é para com os filhos. Agora ela tem milhares deles.

Quando eu estiver sozinho, em minhas orações, ou na varanda de casa olhando o céu, com certeza a verei nas "firulas" da nuvens, nas miriádes de estrelas, lá estará uma mais BRILHANTE, destacada das outras:minha santa MARIA DE LOURDES MATOS.

Agora,talvez eu chore, rezando e sentindo sua PRESENÇA em mim.È justo e humano, que assim seja. 

Ontem à noite, no TERÇO DOS HOMENS, na paróquia do ROSARIO, eu senti ela ao meu lado, acariciando minha perna, como ela gostava de fazer, falando baixinho ao meu coração.Peguei sua mão e, juntos , rezamos o TERÇO, que ela tanto acreditava.AMÉM.




(continuação em 31/07/2013)


Ontem voltei a Juiz de Fora, à casa de minha mãe.

Ao entrar, um silêncio ANGELICAL, sim angelical e não sepulcral, dominava o ambiente.

Fui ao quarto dela, lá não estava, fui à geladeira, pudim de leite condensado não tinha; fui ao fogão, bolo não tinha.

E agora José? Você não tem mãe, não tem mais bolo, pudim, presença.

E agora José? Você que é homem, que é filho, que é irmão, que é pai e avô.

E agora José? Você quer sua mãe, sua mãe já não tem, você quer seu carinho, carinho não tem.

E agora José?

Contente-se com os eflúvios reinantes na casa, silenciosa, sem vida e sem graça, sem mãe e amiga companheira.

Sentei-me na cadeira ao lado donde ela sentava, mão acariciando minha perna e estava ELA ali contando UMA DA SUAS:

- Ô BÉ (só ela assim me chamava:BÉ) o que é o que é: " uma caixinha de bom parecer, não há carapina (carpinteiro) que possa fazer?”

Eu ficava calado, pensado, pensado- e apesar de saber a resposta, pois mil vezes ela me perguntou - eu falava que não sabia.

Ela ria e respondia:

- Ô BÉ , é o AMENDOIN.

E, juntos, ríamos de minha "ignorância".

Mil outras, ela contava, para meu encantamento.

E agora José? Restaram as lembranças, saudades, alegrias passadas, tempos perdidos de não estar junto dela.

E agora José, foi-se u'ma mãe, ganhaste uma SANTA.