terça-feira, 26 de maio de 2009

Arraiá do Coroné

Caros amigos e conterrâneos,

Está chegando a tradicional FESTA JUNINA da Escola Estadual Coronel Joaquim Martins.
Será no dia 04/06/2009.

O cortejo sairá às 18 horas da Praça da Rodoviária (Santo Antônio) em direção à escola.
Teremos dança, quadrilha, comida típica, pescaria e muita alegria.

PRESTIGIE. COMPAREÇA.
VALE A PENA CONFERIR!!!

Você é um convidado muito especial.
Abaixo, o convite da festa.




quarta-feira, 20 de maio de 2009

Ricardo Aguiar Magalhães


O jornal “
Estado de Minas” de 17/05/2009 publicou um artigo com o talentoso engenheiro civil e arquiteto Ricardo Aguiar Magalhães.
Ele é filho dos nossos conterrâneos Cleto Teixeira Magalhães e Maria Aguiar Magalhães.

É o DNA da velha Sapé conquistando o mundo.

fotos de Gladyston Rodrigues/Aocubo Filmes

Abaixo, transcrição da matéria.




Pequenos espaços, grande conforto


Reportagem de Rosana Zica

Ricardo Aguiar Magalhães, engenheiro civil e arquiteto, diz que projetos devem seguir determinados padrões de ventilação, tamanho mínimo e acessibilidade
A mudança no perfil da sociedade transforma o mercado das construções. Em vez das residências com sala, copa e três dormitórios, o novo filão são os apartamentos de um quarto, sala e cozinha conjugados. São imóveis feitos sob medida para pessoas separadas, viúvas, estudantes ou solteiros, que buscam praticidade, segurança, economia e conforto.

Engenheiros e arquitetos explicam que, na hora de planejar a obra, é preciso otimizar o espaço e valorizar o conforto. O engenheiro civil e arquiteto Ricardo Aguiar Magalhães revela que o projeto deve seguir as exigências convencionais quanto à ventilação, tamanhos mínimos, acesso para portadores de necessidades especiais, altura, afastamentos, taxa de ocupação e limite de unidades no mesmo terreno e área construída.

Para Ricardo, que também é diretor do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), a criatividade não tem limites. “Conheço quitinetes, fora de Belo Horizonte, cuja bancada da cozinha tem dois andares. Na parte inferior há o tanque, dispensando a área de serviço, e na superior um fogão de duas bocas elétrico, para não perder espaço com o gás.” Mas, em BH, as normas dificultam a criação de imóveis muito pequenos, garantindo ambientes mais arejados.

Magalhães ressalta que não adianta uma planta bem bolada, mas com insolação excessiva ou insuficiente. Para ele, corredores longos dão péssima impressão e podem ser evitados, por exemplo, construindo o banheiro entre a sala e o quarto. A privacidade, diz o especialista, ganha pontos quando não há portas externas sem vedação correta. “Também é preciso evitar que, da entrada, se vejam as áreas de serviço e íntima, e não instalar janelas uma de frente para a outra, nem do próprio imóvel, nem de vizinhos.”

A área de serviço deve ficar atrás da divisória ou da geladeira, facilitando a organização. Prateleiras para micro-ondas, forno elétrico e liquidificador, diz Magalhães, permitem que os eletrodomésticos funcionem no mesmo local onde ficam guardados. “O imóvel deve ter muitas tomadas, evitando-se gambiarras e risco de curto-circuito.”

VENTILAÇÃO A troca de paredes por armários, vidros, espelhos ou biombos, diz o especialista, aumenta a ventilação e permite que o usuário possa circular e respirar dentro do imóvel. Ele destaca que, em alguns casos, dá para trocar a alvenaria tradicional por paredes de gesso acartonado e colocar o lavabo fora do banheiro, de modo a ser utilizado por duas pessoas ao mesmo tempo. “Por que não, no lugar da pia pequena, instalar uma pia inox maior, do lado de fora do banho, que funcione para higiene pessoal, roupas e panelas?”

A rede hidráulica, segundo Magalhães, deve ser independente para o vaso sanitário e usar tubos e conexões de boa qualidade, evitando manutenção. O uso de sifões e ralos sifonados elimina odores. Para o engenheiro, a torneira das pias e tanques deve ter jato d’água perto do centro do bojo, para evitar contorcionismos no uso. O caimento do piso deve ser para os ralos e o box do chuveiro e a área de serviço devem ser dois centímetros mais baixos que o restante do piso da área molhada.

Na hora de finalizar o projeto, o engenheiro recomenda marcas de boa qualidade e baratas, mas nunca material ordinário. Para ele, a diversidade de itens reduz o ambiente. “Quanto menor o azulejo ou a largura das lâminas de piso, maior a sensação do espaço. Quanto mais claras as cores, melhor a sensação no espaço. Já o teto rebaixado aumenta a sensação de largura.”

O que esperar de uma quitinete?

Espaços reduzidos devem ser compensados pelo aproveitamento máximo, reduzindo a sobrecarga do ambiente


No Le Flamboyant Home Service, sala, cozinha, banheiro, quarto e corredor convivem harmoniosamente

O professor Dalmo Lúcio Mendes Figueiredo, do curso de especialização em construção civil da Escola de Engenharia da UFMG, sugere a integração da área da cozinha com a sala. “Deve-se evitar corredores e não colocar a área de serviço junto à cozinha.”

Na parte externa das quitinetes, Figueiredo explica que os corredores de acesso devem ser curtos e bem iluminados. O diretor do IAB, Ricardo Magalhães, lembra que o corredor externo é o cartão de visitas da quitinete e deve ser ventilado e iluminado para o cultivo de plantas, humanizando o ambiente.

A engenheira Luisa Nascimento acredita que o pequeno tamanho da quitinete deve ser compensado por um arranjo físico adequado e pelo aproveitamento máximo de todos os espaços, sem sobrecarregar visualmente o ambiente. Para ter uma sensação de amplidão, Luisa sugere paredes e tetos com cores neutras e claras.

A especialista avalia que os aparts mais procurados estão nos centros urbanos ou próximos a eles. Em Belo Horizonte, onde as quitinetes dos edifícios Maletta e JK fizeram sucesso nos anos 70, a revitalização do Centro, com programas de melhoria da segurança pública, favorece a criação de apartamentos de um quarto.

Para Ricardo Aguiar Magalhães, dono da empresa Ideiajato Arquitetura Virtual, os potenciais moradores de apartamentos pequenos são um grupo variado. O público inclui solteiros ou separados, casais sem filhos, executivos em trânsito, pessoas em tratamento de saúde e que não se adaptam a hotel, pessoas que preferem morar perto do trabalho para economizar tempo e transporte, até quem quer um apartamento bem pequeno, porque é o que ele pode pagar.

PADRÃO “Cada um tem um tipo de apartamento em mente, uns mais simples e pequenos, outros mais complexos e também pequenos, e outros mais complexos e maiores.” O padrão da construção, segundo Magalhães, depende da localização do terreno. “Caso esteja nas proximidades de uma faculdade, a construção tende a ser o mais simples possível, pois o futuro morador busca economia.” Nas proximidades de hospitais especializados em tratamentos longos ou empresas de maior porte a dica do especialista é a adaptação para portadores de necessidades especiais e facilidades de acesso ao comércio local.

Para quitinetes próximas às estações de metrô, o engenheiro diz que o público será muito variado e vale a pena criar muitas unidades habitacionais, barateando a taxa de condomínio. “Para este caso, valem as garagens rotativas, já que os inquilinos optaram pelo transporte coletivo ou não pretendem ter um veículo.”

domingo, 17 de maio de 2009

MAIS CANTORIA

O Marcius Cremonese filmou e o Marquim fez a edição.
Deu para sintetizar a cantoria na Casa da Dona Tita na noite de 04 de abril, tendo o chorinho “19 de março” como fundo musical em alguns trechos, clássico do imortal Canhoto da Paraíba.

Ainda bem que existe música, existem amigos.

As imagens valem mais que trilhões de palavras.
Ouça o trecho, no link abaixo:



quinta-feira, 14 de maio de 2009

Raymundo (Tilúcio) Francisco


O nosso inesquecível Raymundo Francisco, o Tilúcio, maior carnavalesco da nossa terra, nunca foi de levar desaforo para casa.
De bem com a vida e com todo mundo, cuidou dos nossos jardins quando Eduardo Occhi governou Guidoval de 1959 a 1963. E continuou trabalhando na prefeitura até se aposentar. Tinha dois defeitos ou duas virtudes, depende para qual time e partido você torce. Era flamenguista e caburesista (eleitor de Sebastião Cruz). Por aí se vê que era homem que não fugia às polêmicas.
Depois de aposentado virou corretor zoológico, que na linguagem popular significa “anotador de jogo de bicho”. Isto lhe dava o direito de bater pernas, pra cima e pra baixo. Era o que fazia.
Sempre passava na hora do almoço na casa dos meus pais. Não era para filar a bóia, mas sim trazer as novidades, beber um cafezinho e acender o famigerado cigarro, que tanto mal faz à saúde, inclusive a dele.
Todo dia, assinava o ponto no Bar da Esquina, ponto de discórdia, congraçamento e palavras ao vento. Ali travou vários debates. Alguns, às vezes, quase chegaram às vias de fato. Fatos que depois narrava faceiro na varanda da cozinha da minha mãe Tita.

Numa oportunidade, entusiasmado, enfeitou tanto a contenda dizendo que falara poucas e boas ao oponente. Até palavrões. Meu pai, Zizinho do Marcílio, que não perdia o amigo e nem a piada, nessas ocasiões lhe perguntava sério:

- Tilúcio, você falou ou você pensou?
Tilúcio que não sabia mentir duas vezes seguidamente, abaixava a cabeça e humilde respondia:
- Sô Zizinho, eu só pensei.
Depois emendava, firme:
- Mas que eu tinha vontade de falar, isso eu tinha.

Ao eterno Tilúcio, nossas saudades e preces.

sábado, 2 de maio de 2009

Ainda em 04/04/2009

Trecho de cantoria na casa da Dona Tita em 04/04/2009.

Ouça, trecho abaixo:



sexta-feira, 17 de abril de 2009

SERENATA EM GUIDOVAL - (04 e 05/04/2009)



No dia 22/02/2009 o Marquim Cremonese (lá-das-Austrália) mandou-me um e-mail dizendo que viria passar um mês no Brasil.

Intimou-me e passou procuração para organizar uma serenata em Guidoval.

Disse “
Se não fizer uma serenata com você em Guidoval, não valerá a pena ter vivido.” Exageros de poeta.

Fiquei eu, com o doce abacaxi na mão. Para me ajudar a descascá-lo, convoquei a minha irmã Sueli, discípula fiel da grande mestra Carmem Cattete que ensinou:
"O que merece ser feito, merece ser bem feito!"

Contactei, ainda, o Virgilinho da Dona Maria do Carmo do Chico do Padre, o Bim do Manezim da Dona Jovita, a Gagaça da Parecida do Beijo e o meu irmão caçula, o Professor Marcílio do Zizinho do Marcílio.

Pediu-me mais o Marquim: “
convidar mais serenateiros, achar um lugar onde a gente possa se reunir, primeiro, tocar e cantar um pouco, sentados (e tomando uma ou outrazinha, que ninguém é de ferro...).Daí, junta-se as violas (vale sanfona, saxofone, qualquer outro instrumento que houver por perto), e dá-se um rolé pelas ruas, serenatando...”
A Sueli, que não é boba nada, convidou logo o Christiano (Juca do Benjamin), a mais bela voz da região. Deixou a ele a incumbência de arrastar os seus amigos violeiros de Ubá. Missão cumprida pelo Juca, com louvor, trazendo o Ézio, Alexandre, Magno e Marcos Setenta, exímios violonistas.

A Sueli também chamou a Mônica (Ubá), uma menina que canta como gente grande. De Visconde do Rio Branco veio o saxofonista Marcelo, professor de música na “Escola Estadual Cel. Joaquim Martins”.

Eu, intimei o Jáder Mendes que veio do Rio de Janeiro trazendo a tiracolo o saxofone e talento.

Aqui abro um parêntesis aos inúmeros amigos que tenho, prezo e estimo, mas não os convidei para o evento.
Explico-me ou tento me explicar.
O propósito era só convidar músicos, parentes e amigos do Marquim Cremonese.

E teve foi gente!

Somando daqui, dali, dacolá, eu esperava umas cinqüenta pessoas. O Marquim, detalhista, contou setenta e oito. Deve ter aparecido mais gente. No entra-e-sai, como formiguinhas errantes, tornou-se impossível contar os presentes.

Fugiu ao controle o número de participantes.
Talvez, fosse até pouca gente para uma grande festa, mas em demasia para uma boa roda de viola, que exige envolvimento, cumplicidade e principalmente um silêncio respeitoso para se ouvir uma boa música.
Fugiu de controle o número de convivas.
Até a emoção fugiu ao controle. Inda bem! Emoção nunca é demais!

Tinha quarenta dias que eu não bebia uma gota de álcool.
Rotina que faço desde a quaresma de 1975. Já são 34 anos que pratico este ritual, que só bem me faz, à saúde e ao bolso, mais à saúde.
Depois da meia-noite não resisti às pingas e aos torresmos.
E com quaisquer dez, doze ou quinze pingas eu fico meio-bêbado, sinal que também fico meio-sóbrio.

Ah! E antes que eu me esqueça...

Não posso me esquecer de falar da ajuda imprescindível da minha esposa Lourdes, atenta a todos os detalhes, inclusive na preparação da deliciosa canjiquinha e do grão-de-bico que a cada dia fica melhor. Sou provador oficial e testemunha disso.

Também não posso deixar de mencionar a minha mãe, Dona Tita, que além de todos os afazeres normais, que não são poucos, arranjou tempo para fritar uns “torresmo de barriga”, deu uma ordem aqui, outra ali e adiante. Benção Mãe!

Perdeu, quem mais tarde chegou, pois não ouviu a Terezinha Reis cantando músicas de Oscar Castro Neves, Edu Lobo e outros gênios da nossa MPB, sendo acompanhada pelo violão vibrante, melódico, rítmico e harmônico do seu marido Jair. Obrigado ao casal pela presença.

Uma doce nostalgia de sarau povoou o (re)encontro quando Marta Ribeiral declamou a poesia “Canção do amigo”.

A noite aproximou-se à perfeição quando o amigo Gerson Occhi, mestre em carisma, eloqüência e oratória, interpretou o poema “De como eu amo uma cidade” de autoria do homenageado Marcus Cremonese.

Para coroar a noite, na ESQUINA, confluência da Ponte sobre o Chopotó, Rua João Januzzi (Tocos), Rua Padre Baião (Campo) e Rua Sete de Setembro (Fundão); o meu primo e amigo Christiano cantou “Minha Serenata”, acompanhado pelos violões de Alexandre e Marcos Setenta.

Só este momento mágico já valeria a noite, a madrugada, o (re)encontro.
Sorte que tivemos muito outros momentos, impossíveis de adjetivar.
Emoções que filmadoras, máquinas não conseguem registrar.
Estas ficam no coração, abastecem a alma, nutrem o espírito.

OBRIGADO A TODOS QUE CONTRIBUÍRAM POR ESTES MOMENTOS!!! OBRIGADO MESMO!!!
escrito por Ildefonso José Vieira (Dé do Zizinho do Marcílio)
PS1:
Um agradecimento especial ao Marcius e Márcia que trouxeram a mãe, Dona Ruth Cremonese, ao nosso “encontro”.
PS2:
Aqueceram o meu coração, abraçar os amigos Olga e Zé Maria Matos, Paulo e Solange Occhi, Luiza Rosa, João Carlos e Soraia, Rita (esposa do Christiano), Dalva, Denise e Leon Denis, Renatinho, Janete, Gotardo, Valéria, Denise e Jairo Mendes, Virgilinho, Denize, Fabiano, Maria Tereza, Luciana e namorado, Gagaça da Parecida com o filho Guilherme e a namorada. Todos vieram abraçar e homenagear o amigo comum: Marcus Cremonese.
Ouça, trecho da serenata abaixo:


É noite alta e seu cantor vagueia pela rua
Vem suplicar junto a teus pés uma esperança tua.

Abre a janela da tua alma para meu carinho
e acende em meu caminho a luz do teu olhar

Tangendo estou no violão esta canção tão triste
num festival de solidão que a lua branca assiste

Passo a cantar, a soluçar, a minha dor
e aquela ingrata ouve a serenata
sem saber que mata esse seu cantor.

Eu olho o céu sem fim, céu tão perto de mim
Eu tenho o céu nas mãos, nunca teu coração.
Se queres uma estrela eu dou...
se queres minha vida eu dou...
e morro a bendizer a dor desse amargor,
pois que morri por ti...

Compositores: Jair Amorim e Evaldo Gouveia

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Elzo de Barros - mais uma estrêla no céu


Faleceu, no fim do mês de março, o nosso conterrâneo Elzo de Barros.


Por muitos anos ele foi barbeiro em nossa cidade.


É, quase, impossível encontrar um guidovalense que não tenha sentado em sua cadeira para fazer o cabelo ou a barba. Ouvir com atenção as suas histórias pitorescas e “verídicas”, apesar dele ser pescador e caçador (de carteirinha), mas acima de tudo era um colecionador de amigos.


Futebolista, ágil e veloz, defendeu com garra as cores alvi-negra do nosso brioso Cruzeiro de Guidoval.

Torcia para o Botafogo, o que muitos consideravam um defeito, mas para ele o clube carioca era simplesmente o “GLORIOSO” de Nilton Santos, Garrincha, Didi, Quarentinha, Amarildo, Manga, Gerson e tantos outros craques que vestiram a camisa da seleção brasileira.


Em homenagem a ele resgatei um trecho do desfile da “Banda de Ká”.


Idealizada pelo Dr. Jorge Sobral Venâncio, a bandinha desfilou pelas nossas ruas nos carnavais de 1990 e 1991.


Neste vídeo de 4 min. e 53 min. têm vários guidovalenses que já faleceram.


Aproveito a ocasião para também prestar uma singela homenagem a estes conterrâneos que tantas alegrias nos deram em vida com exemplos de cidadania, amizade e alegria, e por isso mesmo tantas saudades deles sentimos.


Que DEUS os abençoe sempre!


São eles: Elzo de Barros, Jair Dentista, Fenderracha, Tavinho, Tilúcio, Dr. Wilton Franco, João Vicente, Silvestre, Dona Arlete Avigado Andrade, Dona Guimarzinha e Zizinho do Marcílio.


Assista ao Vídeo, abaixo: