sábado, 28 de agosto de 2010

VOTE NO TIRIRICA, PIOR QUE ESTÁ NÃO FICA


escrito por Marcílio Vieira Neto

Não assisto ao horário eleitoral gratuito. Acompanhando as notícias diárias já dá pra ter noção do que vai ser dito na propaganda eleitoral, ou seja, a vida vai melhorar. Ocorre que melhora muito para quem é eleito e/ou reeleito, e costuma piorar pra quem votou.

Com a internet ficou mais fácil acompanhar o que os candidatos estão prometendo. Mas não gosto de perder meu tempo vendo tanta promessa, pois quando a esmola é muita, o santo desconfia.

Não fosse o Youtube, provavelmente eu não tomaria conhecimento das propostas do candidato Tiririca. O Tiririca humorista. É sensacional o slogan dele: vote no Tiririca, pior que está não fica. Aposto 10 contra um que ele vai se eleger com folga.

Ao eleitor é dado o direito de escolher entre milhares de candidatos, votar branco ou nulo. E muitos escolherão o Tiririca, como protesto, quem sabe até pela sinceridade de dizer que 'vai melhorar a vida do povo, inclusive da própria família'.

Aqui no Brasil o poema de Brecht sobre o "Analfabeto Político" deve ser direcionado aos que leem, acompanham a vida dos políticos, pois são esses os que mais erram, erram conscientemente. Sabem que tem deputado colocando dinheiro na cueca, deputada dançando em plena sessão da Câmara, ministra falando que o povo tem que relaxar e gozar, governador chamando garoto de otário, e para demonstrar que não são analfabetos políticos, se acham na obrigação de votar em um deles. Votar no Tiririca nem pensar, é coisa de analfabeto.

Quem assiste o CQC pode perceber o quanto os políticos se preocupam com os projetos a serem votados. A maioria vota sem saber o conteúdo do projeto.

Existe também uma discussão sobre direita e esquerda. A 'esquerda' sempre se achando guardiã do povo e acusando a 'direita' de exploradora dos menos favorecidos. A 'direita' acusando a 'esquerda' de corrupta, totalitária, e por aí afora. Tem muito eleitor que se acha letrado na política, que só vota se norteando na 'ideologia' do candidato. Coitado do Tiririca, ele não é direita nem esquerda; é, segundo suas palavras, um "abestado".

Então, quando forem computados os votos, Tiririca se elegerá, e um sociólogo dirá: é voto de analfabeto político que elege pessoas como o humorista abestado.

Eu, que não prego voto nulo ou branco, nem condeno quem queira assim proceder, pois estamos na democracia, digo que letrado na política será o eleitor do Tiririca. Afinal de contas, se é pra votar em alguém, e se lá no Congresso poucos sabem o conteúdo dos projetos votados, pelo menos teremos prazer em ver o Tiririca com sua oratória hilária.

Se ao final de quatro anos o Tiririca não cumprir a promessa de ficar sabendo o que um deputado faz e contar pra gente, lançamos alguém do Pânico ou do CQC, pois esses sabem muito bem o que nossos parlamentares estão fazendo no Congresso Nacional.

A Cara do Brasil (Vicente Barreto e Celso Viáfora)


Eu estava esparramado na rede
jeca urbanóide de papo pro ar
me bateu a pergunta, meio à esmo:
na verdade, o Brasil o que será?

O Brasil é o homem que tem sede
ou quem vive da seca do sertão?
Ou será que o Brasil dos dois é o mesmo
o que vai é o que vem na contra-mão?

O Brasil é um caboclo sem dinheiro
procurando o doutor nalgum lugar
ou será o professor Darcy Ribeiro
que fugiu do hospital pra se tratar

A gente é torto igual Garrincha e Aleijadinho
Ninguém precisa consertar
Se não der certo a gente se vira sozinho
decerto então nunca vai dar

O Brasil é o que tem talher de prata
ou aquele que só come com a mão?
Ou será que o Brasil é o que não come
o Brasil gordo na contradição?

O Brasil que bate tambor de lata
ou que bate carteira na estação?
O Brasil é o lixo que consome
ou tem nele o maná da criação?

Brasil Mauro Silva, Dunga e Zinho
que é o Brasil zero a zero e campeão
ou o Brasil que parou pelo caminho:
Zico, Sócrates, Júnior e Falcão

A gente é torto igual Garrincha e Aleijadinho
Ninguém precisa consertar
Se não der certo a gente se vira sozinho
decerto então nunca vai dar

O Brasil é uma foto do Betinho

ou um vídeo da Favela Naval?
São os Trens da Alegria de Brasília
ou os trens de subúrbio da Central?

Brasil-globo de Roberto Marinho?
Brasil-bairro: Carlinhos-Candeal?
Quem vê, do Vidigal, o mar e as ilhas
ou quem das ilhas vê o Vidigal?

O Brasil encharcado, palafita?
Seco açude sangrado, chapadão?
Ou será que é uma Avenida Paulista?
Qual a cara da cara da nação?

A gente é torto igual Garrincha e Aleijadinho
Ninguém precisa consertar
Se não der certo a gente se vira sozinho
decerto então nunca vai dar


terça-feira, 24 de agosto de 2010

Documentário sobre Padre Oscar

O dia 26 de julho é dedicado a São Joaquim e Sant’Ana, avós de Jesus Cristo.


A “Sinhá” Santana é a Padroeira de Guidoval e nome da nossa grandiosa Igreja Matriz construída pelo Padre Oscar de Oliveira.


No encerramento da programação da “Festa da Padroeira Sant’Ana”, ocorrida entre os dias 16 a 26 de julho, após a missa das 19 horas, na escadaria da Igreja Matriz de Santana, apresentou-se um documentário sobre a vida do Padre Oscar


Espetáculo concebido, escrito e dirigido pela Professora Carmem Cattete Reis Dornelas. A apresentação utilizou-se de recursos como o data-show, dramatização ao vivo, sonorizada pelo Mário e narração da Professora Elaine Ramos Vieira Pinheiro e Ricardo Rocha,


Com simplicidade, sabedoria, humor e emoção, o documentário contagiou a todos os presentes.


Teve frevo, coreografado com crianças, esta dança alegre de Pernambuco, estado natal do homenageado. Apareceu um carrinho puxado por um bode apelidado pela população de “Socorro” e que buscava água para freiras que vieram residir em Guidoval. Simulou-se uma procissão das águas, com mulheres carregando latas sobre a cabeça. Projetaram-se fotografias antigas. Mencionou-se os leilões feitos pelo Dr. Mário Meireles, no Bar do Caputo, hoje Bar da Esquina, para arrecadar recursos para a construção da igreja. Lembrou-se que a fabricação de brita, era feito na marreta, quebrando-se pedras. Tinha-se que encher onze latas de brita para receber dez. Uma era doada para a Paróquia. Uma espécie de dízimo, uma colaboração.


Foram vividos e revividos momentos da nossa história.


O documentário terminou com a leitura de um texto escrito e assinado pelo Padre Oscar em 26/01/1957 e que reproduzo abaixo:

“Esta sepultura foi feita a mandado do Vigário Pe. Oscar de Oliveira para nela ser enterrado depois de sua morte. Foi começada no dia 24 de janeiro de 1957 e terminada no dia 26 do mesmo mês. Trabalharam nela o moço João A. de Castro e os pedreiros Calixto Braz de Oliveira e José Antônio da Silva, conhecido por José Messias. A construção desta nova Igreja Matriz consumiu minhas forças e os meus dias de vida; daí o desejo de ser enterrado, sepultado ao pé da mesma, para que os paroquianos se lembrassem ao passar pela mesma, de rezarem pelo descanso eterno de minha alma.
Traçou esta sepultura, o Sr. Benício Sirôco, vindo de Leopoldina para administrar as obras da Matriz, que nesta data se acha muito adiantada, tendo já sido construído o pórtico com a escadaria, o coro e sua escada, todas as paredes do fundo e laterais e em começo o forro da nave central do lado direito. Foi benta e lançada a primeira pedra no dia 21 de agosto de 1955; oficiando o Revmo. Cônego José Ribeiro Leitão, representando o Exmo. Sr. Dom Delfim Ribeiro, D.D. Bispo Diocesano. Se for cumprido o meu desejo de ser enterrado nesta sepultura, venho primeiramente agradecer ao bom Deus, ao Sr. Bispo Diocesano e aos meus paroquianos, a quem peço não se esquecerem de rezar por mim e mandarem, cada um celebrar uma missa pelo descanso eterno de minha alma. Muito estimei esta gente simples e boa, por isso por dou muito bem empregado o meu sacrifício e esforço para dar-lhe uma Matriz digna de sua piedade e de sua fé. Neste dia eu, que transpus os umbrais da eternidade, pedi ao bom Deus que perdoe os meus pecados e tenha misericórdia de seu pobre e humilde servo. A todos vós, meus paroquianos, minha gratidão, minha bênção e o pedido de vossas orações e sufrágios. Adeus!”


Sábio, o Bispo Dom Delfim Ribeiro não deixou que Padre Oscar fosse enterrado na entrada da igreja. Determinou que os seus restos mortais deveriam ficar dentro do TEMPLO que ele construiu com tanto amor, suor e dedicação.


É onde ele, atualmente, se encontra, por justiça e merecimento.




Abaixo, algumas fotos do evento:











Após o documentário teve uma apresentação da Congada, sob a liderança de João e Noel Medeiros.

Abaixo, algumas fotos:





Prefeito José Vieira Neto


Prefeito José Vieira Neto

Filho de Marcílio José Vieira e Belminda Queiroz Vieira, José Vieira Neto nasceu a 15 de setembro de 1.925.

Aos três meses ficou órfão da mãe, que faleceu devido às complicações do parto, fato então comum naquela época.

Sô Marcílio, como era conhecido o seu pai, foi um agricultor-de-minifúndio, de tarefas e quartas, boiadeiro por opção e gosto e nas horas de folga, artesão de couro cru, tecendo laços, cabrestos, arreios, selas e principalmente amizades.

Antigamente, era comum a fabricação caseira de sabão, utilizando-se Soda Cáustica.

A empregada da família deixou um lata deste produto em local impróprio e José Vieira Neto, criança com pouco mais de dois anos, bebeu um restinho deste veneno.

Isto lhe causou um estreitamento do esôfago, que o impedia de engolir um simples caroço de feijão inteiro. Pelo resto de sua vida, teve problemas de engasgamento na ingestão de alimentos e provavelmente foi o motivo do tumor que alojou-se em seu esôfago, causando-lhe a morte depois das complicações na cirurgia para extirpá-lo.

José Vieira Neto, ganhou o apelido de Zizinho e desde muito cedo lidava com cavalos, bois, burros, bezerros, mulas, éguas, novilhas, jumentos e vacas.

Com sete anos de idade, a égua em que galopava foi chifrada por uma vaca "pegadeira". A égua morreu no local. Zizinho sobreviveu a mais este golpe.

Com quinze anos já conduzia boiadas de Guidoval para o Rio de Janeiro. Viagens que duravam mais de trinta dias.

Naquela época, o rádio ainda era um eletrodoméstico raro e de luxo, poucos tinham acesso a este bem de consumo.

José Vieira Neto, Zizinho, em suas andanças pela então Capital Federal, o Rio de Janeiro, escutava as marchinhas de sucesso para o próximo carnaval.

Depois Zizinho solfejava estas músicas para o Sr. Odilon Reis, que dentre as inúmeras qualidades; era músico e instrumentista habilidoso; que as passavam para a partituras. Estas canções alegravam os carnavais de Guidoval, através dos acordes das Bandas do Turunas e Jazz Sapeense.

Apesar de prazeirosa, instigante e saudável a vida de viajante, não combinava com quem queria constituir uma família.

Em 25 de setembro de 1.950, casou-se com Maria Madalena Vieira, filha de Ildefonso José Gomes e Maria José Alves Gomes.

Mudou de atividade, deixando de ser boiadeiro; abrindo um açougue à Rua Conde da Conceição, apelidada de Rua dos Tocos, hoje Rua João Januzzi.

Neste empreendimento teve como empregado, ajudante e amigo o Sr. Antônio Martins Nogueira, conhecido como Toninho do Açougue.

Na região do Pombal, próximo à Fazenda Henrique de Almeida, existe um pontilhão, sobre o Rio Chopotó. Chamamos na nossa região, de Pontilhão uma ponte da estrada de ferro, formada por trilhos, dormentes e espaços vagos. Vãos e Desvãos. Dormente-sim, dormente-não.

Neste pontilhão, já caíram bois e vacas, não sendo possível aproveitar a carne para consumo, pois misturaram-se osso-e-carne.

Atravessavam este pontilhão de bicicleta, Zizinho mais a frente e Toninho do Açougue um pouco atrás. Zizinho ao olhar para trás para conversar qualquer coisa com o companheiro, também virou o guidom e a roda da bicicleta entrou no dormente-não, no des-vão. Zizinho desequilibrou-se, inevitável queda de mais de 10 metros de altura.

O instinto de sobrevivência e as mãos de Deus, fizeram com que Zizinho agarrasse o dormente-sim, insuficiente para impedir a queda, mas o necessário e vital para mudar a sua trajetória, amortecida pelos braços vigorosos da Virgem Maria.

Ao invés de cair em linha reta, sobre pedras-água, precipitou-se para debaixo do pontilhão, sobre um monte de água-areias. Sobreviveu a esta e a outras quedas.

Do lombo de um burro, na vizinha cidade de Visconde do Rio Branco, pé preso ao estribo.

Do comprador de gado de São Gonçalo/Itaboraí, no estado do Rio de Janeiro, que não pagou as dívidas com o Zizinho.

Do fazendeiro, de café de Maringá, estado de Paraná; que não honrou os compromissos, na compra de várias tropas de burro.

Do motorista que quebrou o chassi do caminhão, danificando a fonte de renda para as dívidas a pagar.

José Vieira Neto (Zizinho) honrou sempre seus compromissos, voltando economicamente à estaca zero.

Em 1.969, depois de tantos sobressaltos foi contratado como empregado da Prefeitura Municipal de Guidoval, como um simples carroceiro.

Aceitou o trabalho, com decência e humildade. Os amigos, entretanto; julgaram que Zizinho (José Vieira Neto) era digno de tarefa mais nobre e pleitearam um cargo mais decente.

O prefeito, mesmo relutante, atendeu à solicitação dos companheiros de partido, passando-o a Fiscal Municipal.

Passou a função, mas não a incumbência de realizar a tarefa.

Sentindo-se sem função a desenvolver, Zizinho pediu para ser o motorista da ambulância, onde poderia ser útil à prefeitura e à comunidade.

Começou assim a prestar serviços a todos que necessitavam de assistência médica, independente de credo, cor, simpatia partidária.

Não tinha hora ou dia para acordar e transportar doentes a Ubá, Juiz de Fora, Belo Horizonte ou onde estivesse o recurso médico.

Doente não voltava para Guidoval sem o devido atendimento para a sua carência.

Deixou de ser apenas um motorista, para transformar-se num embaixador, relações públicas, elo de ligação entre os doentes e os médicos e enfermeiras dos hospitais, passando a estes todos os presentes que ganhava, um leitão ou um frango; das pessoas humildes do meio rural.

Esta rotina, de prestar ajuda à todos, angariou a simpatia de toda a população, e não lhe restou outra alternativa que ser candidato a vereador, por imposição da voz do povo.

Em 1.972, candidatou-se a vereador, sendo o vereador mais votado de toda a história, do município de Guidoval, tanto percentualmente, como quantitativamente.

Eleito vereador, não abandonou o povo que o elegera, dando continuidade ao atendimento a toda população, companheiro ou adversário político.

Em 1.976 candidatou-se a prefeito, sendo eleito com a maior margem de votos para o segundo colocado.

Exerceu dois mandatos de Prefeito, no períodos de 01/02/77 a 31/01/83 e de 01/01/89 a 06/07/90, quando faleceu durante o seu mandato.

José Vieira Neto, ZIZINHO, foi boiadeiro, açougueiro, dono de bar, caminhoneiro, fiscal de obras públicas, motorista de ambulância e principalmente amigo dos mais pobres.

Principais Obras da Administração de José Vieira Neto

- Asfalto Guidoval - Ubá

- Prédio do Colégio de 2º Grau -

- Prédio da Administração Municipal Cid Vieira

- Casas Populares na Vila Trajano

- Casas Populares na Vila

- Quadra de Esportes Natalino Dornellas

- Escola Municipal no Ribeirão Preto

- Ponte Municipal sobre o Rio Chopotó - Guidoval - Rodeiro

- Escritório Local da EMATER

- Reservatório Municipal Marcílio José Vieira, na Rua do Alto

- Poços Artesianos no Clube 66 e Rua Belarmino Campos

- Antena Parabólica

- Toda rua asfaltada em Guidoval

Eventos Culturais durante a sua Gestão como Prefeito

- Construção e Inauguração do Clube 66

- Surgimento do Jornal Saca-Rolha

- Festival de Batidas

- Lançamento do Livro Saudade Sapeense

- I Mini-Olimpíada Guidovalense

- Sede da Corporação Musical Belarmino Campos


Na foto abaixo, o Prefeito José Vieira Neto (Zizinho) e o Dr. Eduardo Levindo Coelho (Secretário de Estado ) na inauguração do Prédio do Colégio de 2º de Guidoval.

Prefeito Eduardo Nicodemo Occhi

Prefeito Eduardo Nicodemo Occhi
( Período do mandato : 05/02/59 a 30/01/63 )

Nasceu na cidade de Miraí (MG) no dia 04 de dezembro de 1912, filho de Orestes Occhi e Rosa Lenzi Occhi, ambos italianos.

Acompanhando os pais e irmãos, transferiu-se para a Fazenda Santana, onde o pai era proprietário de uma "venda" de secos e molhados.

Posteriormente veio para Sapé, onde prestou serviço no combate à febre amarela, exterminando o mosquito transmissor da doença.

Em 18 de setembro de 1940 casou-se com a professora primária Zilda de Araújo Mendonça, tendo o casal 06 filhos: Gerson Occhi, advogado e professor em Juiz de Fora, Rosa Leonor de Mendonça Occhi, jornalista e pedagoga em Belo Horizonte, Solange de Mendonça Occhi, professora em Juiz de Fora, Heloísa Occhi Andrade, comerciante, residente em Guidoval, Antônio de Pádua Occhi, funcionário do Banco do Brasil, falecido em 20 de março de 1987, vítima de acidente automobilístico e Dorotéa de Mendonça Occhi, auxiliar de biblioteca, residente em Juiz de Fora.

Exerceu a atividade de agricultor na fazenda Lindas Flores e de comerciante no ramo de compra e venda de cereais.

Em 1958 foi candidato a prefeito pelo Partido Social Democrata (PSD) saindo vencedor nas eleições do dia 03 de outubro, sendo esta a primeira vitória do seu partido, quebrando uma grande hegemonia do Partido Republicano (PR).

Eduardo Occhi assumiu a prefeitura, sucedendo o íntegro e correto Otaciano da Costa Barros do PR, no dia 05 de fevereiro de 1959.

Devido a grande carência de recursos o município não possuía automóvel e caminhões e nem sequer um trator tinha a prefeitura. Havia apenas uma carroça tracionada por um burro que atendia pelo nome de Piano, e que durante muitos anos foi utilizado para transporte de material de construção e entulhos da municipalidade.

Segundo os anais da Câmara Municipal, imediatamente o prefeito Eduardo Occhi providencia a compra de um trator novo, da marca caterpilar, para reparos das estradas vicinais. Não havendo recursos para aquisição de veículos, utilizava seu próprio carro, um Jeep Willys e seu caminhão Ford para serviço da prefeitura, sem nenhum ônus para o município e ainda assim sofreu perseguição de seu vice prefeito com denúncias infundadas e repugnadas veementemente pela Câmara de Vereadores.

Muitas obras foram realizadas na administração Eduardo Occhi, apesar de todas as dificuldades próprias da época.

Vamos enumerá-las:

Dia do Guidovalense: Comemorado no dia 26 de julho de cada ano, dia da padroeira Sant’Ana, foi instituído durante seu governo em 1961, através da lei nº 15/61, sendo mentores da idéia, Trajano Vianna, Francisco Pinto de Aguiar, Carmen Catete Reis Dornelas, Conceição Vieira, Ana Carolina de Mendonça e o prefeito Eduardo Occhi, além de muitas outras pessoas, mencionadas neste site. Segundo a lei votada pela câmara, neste dia, o prefeito deveria inaugurar uma obra em benefício da população, além da indicação de pessoas que prestaram relevantes serviços à comunidade para serem homenageadas com o título de cidadão honorário.

Primeira Praça: Guidoval não possuía qualquer praça e nenhuma de rua era calçada. Em tempo recorde de 45 dias a prefeitura construiu a primeiras praça da cidade, recebendo o nome Major Albino. Foi necessária ainda a regularização da via pública que liga a rua Santa Cruz à Governador Valadares passando defronte a igreja que estava em construção, com a colocação de meio-fio.

Primeira Rua Calçada : No ano seguinte outra obra importante foi realizada pela administração Eduardo Occhi. A primeira rua calçada da cidade com paralelepípedo foi a rua Conde da Conceição, hoje João Januzzi. A rua teve que ser regularizada, concluindo um trabalho iniciado pelo prefeito Dilermando Teixeira Magalhães. Deu também continuidade ao importante trabalho promovido pelo prefeito Otaciano da Costa Barros no que diz respeito ao abastecimento de água, perfurando poços artesianos para atender ao crescimento da cidade. A primeira rua urbanizada na cidade foi portanto a rua João Januzzi, dotada também da primeira rede de esgotos da cidade.

Biblioteca Pública : Neste mesmo ano foi inaugurada a Biblioteca Pública de Guidoval, que receberia mais tarde o nome do saudoso Natalino Dornelas.
Hino a Guidoval: Ainda na administração Eduardo Occhi foi oficializado o Hino à Guidoval, com letra de Áureo Antunes Vieira e música de Plínio Augusto Meirelles, no dia 20 de julho de 1962.

Número nas Casas : Outra iniciativa significativa da administração Eduardo Occhi foi a identificação numérica das residências. As casas não possuíam número e no seu período de governo foi fixada em cada residência o seu número, após o trabalho de engenharia, promovendo as medidas e determinando cada número que não poderia ser feita aleatoriamente.

Educação : Durante o mandato de Eduardo Occhi a educação recebeu grande impulso. Foi concluído o Grupo Escolar Cel. Joaquim Martins, com recurso da Prefeitura e do Estado. Foi una grande obra para a época.

A educação não ficou no citado Grupo Escolar. Construiu nada menos do que l0 escolas rurais, beneficiando várias comunidades e as crianças passaram a contar com mais conforto em ter a escola perto de casa. Ninguém fez tantas escolas rurais como Eduardo Occhi, apesar da grande carência de recursos. Para tanto contou com a ajuda de sitiantes e fazendeiros que doaram terrenos para construção das salas de aula, auxiliando ainda com mão-de-obra, ficando os materiais por conta da prefeitura.

Estradas : A aquisição do 1º trator proporcionou que as estradas vicinais recebessem atenção especial da administração, pois na condição de agricultor podia avaliar de perto a importância de estradas e pontes que permitissem o imediato e rápido escoamento dos produtos agrícolas, fonte principal da economia do município.

Outros trabalhos : Auxiliou com significativa verba a Corporação Musical Belarmindo Campos.
Contribuiu de maneira eficiente para a construção de nossa belíssima Igreja, comandada pelo dinâmico e saudoso Padre Oscar de Oliveira, a quem nossa comunidade muito deve.
Sancionou verba de CR$ 1.000.000,00 ( um milhão de cruzeiros) para a rede de iluminação no monumento do Guido Marlière, construída em outra administração.

Foi Presidente do Cruzeiro Futebol Clube, promovendo durante sua gestão uma ampla reforma do gramado, aterrando e drenando o campo.

Ocupou o cargo de Delegado de polícia da cidade durante vários anos, exercendo a função como um verdadeiro mediador entre partes litigantes, procurando sempre o aconselhamento e quase nunca a força policial de que dispunha.

Exerceu, por nomeação do Governador Magalhães Pinto, em 18 de agosto de 1967, o cargo de Adjunto de Promotor da Comarca de Ubá, no distrito de Guidoval.

Durante sua administração como prefeito a cidade assistiu aos melhores carnavais de clube, destacando-se o Sapeense e o Canaã.

Recebeu da Câmara Municipal de Guidoval, o Título de Cidadão Honorário, por proposta do vereador em 26 de julho de 1972.

Eduardo Occhi ganhou todas as eleições que disputou, tanto para prefeito, como para Vereador.

Foi Presidente da Câmara de Vereadores por várias ocasiões, bem como Secretário do Legislativo municipal e ainda fez parte de quase todas as comissões temáticas.

Foi fundador e primeiro presidente do MDB e do PMDB.

Passou o governo do município para o Sr. Francisco Moacir da Silva.

Faleceu, vítima de derrame cerebral em 6 de maio de 1983, quando exercia mais um mandato de Vereador à Câmara Municipal.

escrito por Dr. Gerson Occhi


Abaixo, foto da Inauguração da Praça Major Albino, com o Padre Oscar abençoando, o Prefeito Eduardo Occhi e Trajano Viana, segurando o Guarda-Sol e o fotógrafo da cerimônia.

Foto do Arquivo Pessoal de Dr. Plínio Augusto de Meireles

Resolução Nº 03/2002


Câmara Municipal de Guidoval
Estado de Minas Gerais


Resolução Nº 03/2002

“Cria a Galeria dos Ex-presidentes da Câmara Municipal de Guidoval e determina outras providências”.

A Câmara Municipal de Guidoval por seus nobres edis aprova,

Art. 1º - Fica criado a Galeria dos Ex-presidentes da Câmara Municipal de Guidoval

Art. 2º - Dá-se a esta Galeria o nome de Prefeito José Vieira Neto

Art. 3º - Esta resolução entra em vigor na da data de sua promulgação.

Art. 4º - Revogam-se as disposições me contrário.

O Presidente da Câmara Municipal de Guidoval – MG, no uso de suas prerrogativas legais, faz saber que a Câmara Municipal de Guidoval – MG, por seus Vereadores em Sessão Plenária aprovou e promulgou esta Resolução Legislativa.

Plenário Dr. Mário Geraldo de Meirelles, 22 de novembro de 2002.

João Batista de Souza
Presidente da Câmara Municipal de Guidoval

Resolução Nº 02/2010

Câmara Municipal de Guidoval
Estado de Minas Gerais

Resolução Nº 02/2010

“Dispõe sobre aprovação da Galeria das Legislaturas da Câmara Municipal de Guidoval e dá outras providências”.

O Presidente da Câmara Municipal de Guidoval – MG, no uso de suas prerrogativas legais, faz saber que a Câmara Municipal de Guidoval – MG, por sey Vereadores em Sessão Plenária, aprova e promulga a seguinte Resolução Legislativa:

Art. 1º - Fica criado a Galeria das Legislaturas da Câmara Municipal de Guidoval

Art. 2º - A esta Galeria dar-se-á o nome de Prefeito Eduardo Nicodemo Occhi.

Art. 3º - Revogam-se as disposições me contrário.

Guidoval – MG, Sala das Sessões, Plenário Dr. Mário Geraldo Meirelles,
05 de julho de 2010.

José Occhi Medeiros
Presidente da Câmara Municipal de Guidoval