domingo, 8 de outubro de 2017

Diz que fui por Aí (Zé Keti)



Diz que fui por Aí
(Zé Keti)


Tom: C
C7M                      A7(b13)  Dm7
Se alguém perguntar por mim
                 G7    Am7
Diz que fui por aí
            Am7/G                 Gm7  C7/9
Levando um violão /  Debaixo do braço
F7M            Gbº     Em7
Em qualquer esquina eu paro
                 A7     Dm7
Em qualquer botequim eu entro
               G7
E se houver motivo
Em7                A7(b13)    Dm7
É mais um samba que eu faço
              G7          C7M           A7
Se quiserem saber / Se volto diga que sim
 
         Dm7            G7         Em7(b5)     A7(b13)
Mas só depois que a saudade se afastar de mim
      Dm7          G7          C7+      A7(b13)   Dm7
Só depois que a saudade se afastar de mim
 
          G7                        C7M
Tenho um violão   /  P'ra me acompanhar
             A7                      Dm7
Tenho muitos amigos  /    Eu sou popular
             G7                      Em7(b5)   A7(b13)  Dm7
Tenho a madrugada     /    Como companhei. . .ra
            G7                       C7M
a saudade me dói   /  em meu peito me rói
             A7                     Dm7
Eu estou na cidade  /  Eu estou na favela
            G7                        C7M/9
Eu estou por aí  /  Sempre pensando nela


 (com Luiz Melodia e Sô Jorge)

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

... E O ÔNIBUS FECHOU A PORTA (Dr. Edison Cattete Reis)



... E O ÔNIBUS FECHOU A PORTA
(crônica tirada do Blog do Dr. Edison Cattete Reis)

- Garota, meu amigo, vi em Viena, num restaurante, uma gata, cara! Quer que lhe diga uma coisa?
- Sim...
Ainda não vi, em Viena ou qualquer outra cidade do mundo, pequena que mais me impressionasse. E olhe que eu sou exigente, heim? Mas aquela me encheu as medidas! E, ao lhe ser apresentado, disse-lhe isto!
- Ah! Você, então, chegou a apresentações, a galanteios mesmo...
- Apresentações? Galanteios? Romualdo, meu chapa, posso lhe garantir que eu tenho esta glória... Bem, mas não precipitemos. Do princípio é que se começa. Estávamos o Cotrim, o Cardoso e eu no tal restaurante. Tínhamos acabado de jantar e estávamos nos preparando para pagar a conta e sair, quando entra a tal pequena acompanhada de uma amiga.
- Ah! Vinha acompanhada a moça?
- Sim. Por uma outra a que não prestei atenção, tão absorvido me achava pela primeira, uma loura, de um louro assim...
Estávamos na fila do ônibus, o tal sujeito que contava a história, o amigo que o ouvia e eu que bisbilhotava a conversa.
Sol quente, rua deserta em bairro longínquo, cabeça vazia de preocupações e aquela voz, por vezes entusiasmada, dando mais ênfase à frase: "uma visão, meu caro!" outras, serena, narrativa, modulada em surdina, a fim de que a atenção despendida para ouvi¬-la possibilitasse uma melhor compreensão do enredo.
- ... de um louro fulvo. A pele alvíssima. Os olhos enormes e incrivelmente azuis. Um sonho, a pequena! Assentou-se ali, numa mesa, junto de nós. Eu fiquei deslumbrado. Chamei a atenção do Cotrim e do Cardoso:
- "Meus amigos, que filé!"
Os dois ficaram boquiabertos. Resolvemos adiar o pagamento da conta e a saída. Conversamos, conversamos, prolongando propositadamente os assuntos.
- ''A loura está te olhando." - disse, de repente, o Cotrim.
- Eu não acreditei. Você sabe lá o que é uma pequena daquelas, que só com a sua presença me fizera ficar atônito, começar, sem que ninguém esperasse, a demonstrar interesse por mim? É uma sensação incrível, você pode avaliar?
- Ah! Certamente!
Tão viva era a descrição, que cheguei a pretender mais uns pormenores sobre a moça: tamanho, talhe, timbre de voz, assuntos que conversava na mesa vizinha, traje, penteado, gestual, charme, lábios, dentes, ouvidos, nariz e garganta.
Cheguei, mesmo, a dar um passo à frente e esboçar um gesto.
Lembrei, porém, da minha triste posição. Silenciei. A narração prosseguiu:
- O Cardoso, como você sabe, é gentilíssimo e, tendo também observado a queda da pequena por mim e eu abilolado justamente por excesso de interesse, não hesitou: levantou-se, acercou-se da mesa das moças, pediu licença, assentou-se e, loquaz como ele só, pôs-se a parolar com elas. Disse maravilhas a meu respeito, que eu era conde, tinha dinheiro, tinha iate e cavalos de corridas. As meninas ficaram entusiasmadíssimas. Você sabe que, na Europa, dizer-se a uma pequena que o cara é conde, tem dinheiro, cavalos e iate é o mesmo que contar para um brotinho de Ipanema que se possui um carro último tipo ou se fez um teste para galã de TV. A maravilhosa criatura, ao ouvir falar em conde, em cavalos de corrida, em iates, ah! Desmanchou-se em sorrisos e redobrou os olhares pro meu lado.
Em dois minutos, o Cardoso se levantou, e, muito afável, convidou-as para nossa mesa.
- E elas aceitaram o convite?
- Aceitaram? Romualdo, elas não queriam outra coisa! Vieram.
O Cardoso fez as apresentações. A danadinha era um filezinho com aqueles olhos azuis fitando-me, plácidos, meigos, profundos. E o sorriso? E o ouro do cabelo a resplandecer? E a conformação do rosto, isto assim de frente a dois passo de mim? E o trejeito gracioso com que me estendeu a mãozinha macia?
Meu caro, fosse eu um poeta, soubesse eu captar e poder transmitir todas aquelas minhas emoções, naquele momento! Inspirar-me-iam poemas imensos, que abalariam o mundo.
- Que pena, não? Perdemos essa obra prima.
- Não graceje, Romualdo. Era uma coisa indescritível. Disse-lhe do prazer que tinha em conhecê-la e de como a sua estonteante beleza me fascinara. Ela me interrompeu o cumprimento-declaração.
 - "Pardonl Comment? Qu'est-ce que vous avez dis?" Romualdo, meu caro, a garota não entendera uma palavra do que eu dissera.
- Mas por quê? Era surda?
- Nada disso. Não entendia inglês e eu não falava uma palavra de fran ...
- Olha o nosso ônibus!
O veículo estacionou. Os dois o tomaram. Eu tinha pressa e o ônibus não me servia. Hesitei um instante. A história me arrebatava, a loura espetacular me fascinava. Estendi a mão para segurar o balaustre. O frescão bufou, cerrou-me a porta na cara e abalou.
E lá se foi a nossa história. A história da pequena alucinante de sorriso transbordante, de porte esbelto, de trejeitos graciosos e olhos azuis translúcidos, que lembravam a limpidez das águas do Arpoador antes que a quilha da primeira nau colonizadora as conspurcasse.
E ali fiquei eu, na rua deserta e tristonha, diante da porta inexorável que se cerrara e do veículo que abalara.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Dr. Edison Cattete Reis

Dr. Edison Cattete Reis

Primogênito de Astolfo Francisco dos Reis e Maria Cattete Reis, Edison Cattete Reis nasceu no em 18/09/1923. Onze dias antes, em 07/09/1923, a antiga  Freguesia de Sant'Anna do Sapé que pertencia ao município de Ubá, teve o nome reduzido para apenas SAPÉ. E em 1943 o Distrito do Sapé teve seu nome modificado para GUIDOVAL, a cidade natal que Edison tanto exaltava.
Ainda pré-adolescente, aos 13 anos, foi estudar, em regime de internato, no Colégio Anchieta, escola mantida pelos padres jesuítas em Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro. E lá, fez o antigo ginásio e o curso clássico de 1936 a 1941.
Formado em Letras neo-latinas, foi copidesque no Jornal do Commercio de 1957 a 1974, e escrevia crônicas que eram publicadas nos grandes jornais do Rio de Janeiro como O Globo e Jornal do Brasil, nas décadas de 40 e 50.
As suas primeiras atividades profissionais foram na Pan-Filmes, Livraria Católica, Jornal do Comércio e PUC (1941/43). Trabalhou ainda como redator na Imprensa Nacional (1944/46),
Através de concurso público foi admitido em 1947, como auxiliar administrativo no IBGE, onde fez uma carreira vitoriosa.
Participou na organização da infraestrutura dos Congressos Internacional e Interamericano de Estatística em 1955. Também foi assessor auxiliar e chefe de gabinete da Presidência, além da própria chefia de gabinete da Secretaria geral do Conselho Nacional de Estatística.
Mesmo no período da ditadura militar, o IBGE nunca deixou de publicar nenhuma informação útil ao povo brasileiro. Trabalhou por 44 anos no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aposentando-se 1991.
É autor de dois livros: “Entre o que foi e o que virá” (2005) e “Viva Guidoval, imortal!” (2009) que reúne as suas crônicas publicadas e conta histórias sobre a nossa Guidoval. Os livros são dedicados à esposa Neuza com quem viveu mais de 50 anos de casado e aos filhos Mônica, Marcos e Edson Jr.
Mesmo saindo tão cedo da nossa cidade, nunca se esqueceu da nossa terrinha, do Rio Chopotó, Marlière, nossas ruas, praças, bandas de músicas e times de futebol.
Dr. Edison Cattete Reis faleceu no 1º de junho de 2011, aos 87 anos.
            Durante a Festa de Santana, deste ano, a sua filha Mônica, primogênita, me presenteou com os dois livros e me pediu para publicar os seus textos no BloGuidoval e no Grupo “Quintal de Guidoval”. Uma forma de eternizar as palavras, pensamentos e ações do Dr. Edison.
Eu já havia divulgado um pouco do talento de escritor do Dr. Edison quando escrevi o artigo, uma resenha, intitulado “Um guidovalense notável” que foi publicado em dezembro/2005 no JORNAL DE GUIDOVAL, dirigido pelo meu irmão, o Professor Marcílio Vieira. O link para ler o artigo é http://www.devieira.com.br/jornaldeguidoval.com/dr_edison_12.htm

A partir de hoje, começo a cumprir o prometido à Mônica.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Turma de formandos do Ginásio Guido Marlière – 1962



Formandos Ginásio Guido Marlière – 1962



Éramos 20 alunos: 10 homens e 10 mulheres. 


Os homens da foto: Carlos Fernando Simões (Canã), Hebe de Freitas, Sebastião Pinheiro, Jorge Sobral Venanco, Luciano Ferreira, Oscar Matos, Antonio Pinto e Celso Henrique.

Estão ausentes da foto: Dilermano Magalhães e Luis Pinheiro.

As mulheres da foto: Maria das Graças Teixeira, Maria Lucia, Carolina Barbosa, Vilma Damato, Luiza Queiroga, Luiza Amélia Meireles, Maria Auxiliadora (esposa do Amauri Gonçalves), Maria de Lourdes Ramos, Nilza Matias.

Está faltando na foto: a esposa do Celinho do Sr.Levindo.

O paraninfo, este que está atrás de Nilza Matias, é o saudoso Dr. Ângelo Porto. Muita Saudade. Grandes colegas...

(texto acima do meu amigo Dr. Jorge Sobral Venâncio)